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São Paulo se antecipa e blinda a tilapicultura contra vírus letal

Medida preventiva busca preservar o status sanitário e evitar impactos econômicos na cadeia produtiva

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • São Paulo implementa medidas sanitárias para proteger a tilapicultura do Tilapia Lake Virus.
  • A nova resolução estabelece protocolos rigorosos de controle sobre a tilápia e seus derivados.
  • Embora o Brasil não tenha registros da doença, o vírus representa uma ameaça com alta taxa de mortalidade.
  • A Defesa Agropecuária estadual ficará responsável pela execução das novas diretrizes e fiscalização do setor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Defesa sanitária entra em campo para proteger a tilápia paulista Foto/Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo

A decisão do Estado de São Paulo de estabelecer medidas sanitárias específicas para a tilapicultura diante do risco do Tilapia Lake Virus revela um movimento cada vez mais presente no agro moderno: a antecipação como estratégia de defesa.

Publicada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a nova resolução cria um conjunto de protocolos que endurecem o controle sobre o ingresso, a circulação e o processamento de tilápia e seus derivados, especialmente quando provenientes de países com registro da doença ou de patógenos exóticos de risco.

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“A cadeia da tilápia tem ganhado relevância no agro paulista, com crescimento da produção e geração de empregos. Esse avanço exige uma atenção sanitária cada vez maior, e a resolução é uma medida preventiva para proteger o setor e garantir que continue crescendo com segurança e competitividade,” disse Geraldo Melo Filho, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Embora o Brasil ainda não registre casos da enfermidade, o avanço do vírus em regiões da Ásia, África e Oriente Médio acendeu o alerta. Com taxas de mortalidade que podem chegar a 90% nos plantéis infectados, o TiLV é hoje uma das principais ameaças sanitárias à aquicultura global — e, por consequência, à crescente cadeia da tilapicultura brasileira.

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A medida paulista surge em um momento de incerteza regulatória, enquanto o Ministério da Agricultura e Pecuária ainda avalia os riscos associados à importação de tilápia.

Na prática, a resolução impõe exigências robustas de rastreabilidade, segregação por origem e manutenção de registros sanitários e fiscais, além de submeter toda a cadeia — do consumo humano ao processamento industrial — a fiscalização rigorosa.

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A execução ficará a cargo da Defesa Agropecuária estadual, com apoio de órgãos municipais e entidades de proteção ao consumidor, ampliando o alcance do controle e reforçando a governança sanitária.

A tilapicultura, que vem se consolidando como uma das principais frentes de expansão da proteína animal no país, depende diretamente dessa equação: crescer sem perder controle sanitário.

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“A prevenção sanitária é decisiva para garantir a continuidade da produção, proteger empregos e sustentar o crescimento da cadeia”, reforçou Paulo Martinho Colpani, presidente da Câmara Setorial de Pesca e Aquicultura do Estado de São Paulo.

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