Bioinsumos ganham nova tecnologia para produção de moléculas em escala industrial
Pesquisa com microrganismos modificados avança rumo ao desenvolvimento de produtos para o campo

Uma nova tecnologia pode mudar a forma como alguns bioinsumos são produzidos no Brasil. A Bioma, empresa do Ecossistema Cogny, recebeu da CTNBio autorização para utilizar microrganismos geneticamente modificados em escala industrial — um passo que permite levar pesquisas de laboratório para a produção voltada ao campo.
Na prática, os microrganismos funcionam como “fábricas” durante o processo de fermentação. Eles produzem moléculas de interesse, que depois são purificadas e utilizadas nos produtos. O próprio microrganismo não é o ingrediente final.

“O micro-organismo funciona apenas como plataforma de produção, e não como produto final. Por isso hoje conseguimos entregar produtos à base de metabólitos, moléculas purificadas. É a última geração de bioinsumos no mundo, e nós já estamos à frente”, explicou Artur Soares, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento do Ecossistema Cogny.
A iniciativa abre caminho para o desenvolvimento de produtos voltados a diferentes aplicações na agricultura.
“Agora já estamos lançando uma linha hormonal produzida dessa forma, que chegará ao mercado em 2027. Mas novas moléculas estão chegando, já com outros projetos voltados a isso”, disse Soares.
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