Brasil recebe evento com mais de 500 rótulos de vinhos italianos
I Love Italian Wines passará por três capitais e apresentará vinícolas inéditas com número recorde de vinícolas
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A segunda etapa do roadshow I Love Italian Wines, promovido pela ICE – Agência Italiana para o Comércio Exterior, em colaboração com a Wine South America e com o apoio da Vinitaly, acontece nos dias 8, 10 e 12 de setembro, passando pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.
Os encontros têm como objetivo ampliar o conhecimento do consumidor brasileiro sobre o vinho e reforçar a imagem da Itália como referência mundial no setor vitivinícola.
Em São Paulo, o evento será realizado no dia 10 de setembro, no hotel Unique. Serão apresentados mais de 500 rótulos, incluindo vinícolas inéditas no mercado nacional, além de masterclasses conduzidas por especialistas, oferecendo uma verdadeira imersão.
Em entrevista, Milena del Grosso, diretora do ICE, destacou os objetivos do evento e ressaltou a crescente importância do mercado brasileiro para os vinhos italianos.
Mundo Agro: Qual é o principal objetivo da 4ª edição do roadshow I Love Italian Wines no Brasil?
Milena del Grosso: O principal objetivo da 4ª edição do roadshow I Love Italian Wines é promover a excelência da produção vitivinícola italiana junto ao público e profissionais brasileiros, fortalecendo a presença dos vinhos italianos no mercado local. A iniciativa visa tanto ampliar o consumo de rótulos italianos já disponíveis quanto estimular a importação e divulgação de novos produtores e lançamentos da Itália.
Mundo Agro: Como vocês escolheram as cidades-sede desta edição? Existe alguma expectativa de expansão para outros mercados brasileiros?
Milena del Grosso: Importância econômica e perfil do público: São Paulo e Rio de Janeiro são centros comerciais com forte presença de profissionais (importadores, sommeliers, distribuidores) e consumidores interessados em vinhos. Já Belo Horizonte, apesar de menor, tem um mercado regional sofisticado e crescente para vinhos italianos. Essas três cidades juntas representam uma cobertura ampla e estratégica no eixo sudeste do Brasil.
Mundo Agro: Qual a importância de aproximar vinícolas italianas do público e dos compradores brasileiros? O que diferencia esta edição em relação às anteriores? Há alguma novidade no formato ou na curadoria dos vinhos?
Milena del Grosso: A aproximação das vinícolas italianas com o público e os compradores brasileiros é essencial para ampliar o conhecimento sobre a diversidade e a qualidade dos vinhos italianos, além de fortalecer relações comerciais diretas com importadores, sommeliers e distribuidores. O roadshow promove experiências de degustação e masterclasses, contribuindo para a educação do consumidor e para a construção da imagem da Itália como referência no setor vitivinícola.
A 4ª edição se diferencia pelo número recorde de vinícolas, muitas inéditas no mercado brasileiro, e pela ampla curadoria de mais de 500 rótulos. O formato foi aprimorado, com destaque para as masterclasses conduzidas por especialistas, que oferecem uma imersão nas principais regiões e estilos de vinho da Itália, tornando o evento ainda mais atrativo e relevante. Este ano, pela primeira vez, um grupo de vinícolas, com curadoria do Merano Wine Festival, prestigioso evento vitivinícola realizado em Merano, nos meses de novembro, apresentará rótulos ainda inéditos no Brasil.
Mundo Agro: Qual é o papel da ICE/ITA na internacionalização dos vinhos italianos e como o Brasil se insere nessa estratégia?
Milena del Grosso: A ICE – Agência Italiana para o Comércio Exterior (ITA – Italian Trade Agency) desempenha um papel estratégico na internacionalização dos vinhos italianos, promovendo ações que aumentem a visibilidade, o reconhecimento e as oportunidades comerciais para os produtores no exterior. Por meio de feiras, roadshows, campanhas de comunicação e apoio institucional, a ICE facilita o contato direto entre vinícolas e operadores internacionais, contribuindo para a expansão das exportações e para a valorização do Made in Italy no mundo.
Nesse contexto, o Brasil ocupa uma posição cada vez mais relevante. Embora ainda tenha participação modesta nas exportações italianas de vinho, o país é visto como um mercado com alto potencial de crescimento, com consumidores em busca de qualidade e diversidade.
A realização do roadshow I Love Italian Wines em cidades estratégicas brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, reflete o esforço da ICE em fortalecer a presença da Itália nesse mercado emergente e criar condições para o aumento das importações e da cultura do vinho italiano no Brasil.
A iniciativa complementa o portfólio de ações realizadas a favor do mercado brasileiro e que também incluem a participação italiana na feira Wine South America, organizada pela Milanez e Milanez, braço executivo no Brasil da Vinitaly, uma das maiores feiras mundiais dedicadas ao mundo do vinho, além de missões de compradores à própria Vinitaly bem como de jornalistas e influenciadores a distritos produtivos italianos.
Mundo Agro: Como a parceria com a Wine South America e a Vinitaly contribui para o fortalecimento do setor?
Milena del Grosso: A parceria com a Wine South America e a Vinitaly contribui significativamente para o fortalecimento do setor ao unir duas plataformas estratégicas de promoção do vinho — uma focada no mercado latino-americano e outra com reconhecimento global como principal feira de vinhos da Itália. Essa colaboração permite ampliar a visibilidade das vinícolas italianas, integrar ações de marketing e prospecção comercial e promover uma presença coordenada e qualificada nos principais eventos do setor, tanto na Itália quanto no exterior.
Mundo Agro: Quais são as principais características dos vinhos italianos que mais encantam o paladar brasileiro?
Os vinhos italianos que mais encantam o paladar brasileiro costumam reunir três características principais: versatilidade, elegância e autenticidade. O consumidor brasileiro valoriza vinhos com boa acidez, taninos equilibrados e aromas expressivos — atributos presentes em muitas castas italianas como, por exemplo, Sangiovese, Nebbiolo, Montepulciano, Nero d’Avola e Primitivo. Tintos frutados, com bom corpo e acessíveis ao paladar, têm grande aceitação, especialmente para harmonizações com a culinária local.
Também ganham destaque os espumantes como o Prosecco, pela leveza e frescor, e os brancos aromáticos de regiões como Vêneto, Sicília e Friuli, que agradam tanto iniciantes quanto apreciadores mais experientes. A tradição, a diversidade de terroirs e o apelo do estilo de vida italiano reforçam ainda mais o interesse por rótulos que unem qualidade e identidade, despertando no público brasileiro uma conexão afetiva e sensorial com o vinho da Itália.
O dato é que a produção vitivinícola italiana é tão vasta e diversa que os brasileiros estão sempre sendo surpreendidos por novas castas, estilos e regiões. Essa riqueza permite que o público encontre desde vinhos despretensiosos e acessíveis para o consumo cotidiano até rótulos mais complexos e estruturados, ideais para os paladares mais exigentes. É essa capacidade de unir tradição, autenticidade e inovação que torna o vinho italiano tão fascinante e cada vez mais presente nas taças brasileiras.
Mundo Agro: Existem regiões produtoras italianas ainda pouco conhecidas por aqui que merecem destaque?
Milena del Grosso: O consumidor brasileiro já reconhece alguns dos grandes nomes do vinho italiano — como Barolo, Brunello, Amarone, Chianti, Franciacorta, Prosecco e, mais recentemente, os Primitivos, os vinhos do Friuli e do Etna. No entanto, esses rótulos representam apenas uma pequena fração do vasto universo enológico da Itália, que conta com mais de 500 denominações de origem, o maior número de uvas autóctones do mundo e uma diversidade estimada em mais de 3 mil tipos de vinhos.
Todas as regiões italianas produzem vinhos, cada uma com características únicas moldadas por castas locais, solos variados e microclimas distintos. Essa riqueza faz da Itália um verdadeiro mosaico vitivinícola, oferecendo ao consumidor brasileiro oportunidades constantes de descoberta — desde vinhos simples e acessíveis até rótulos complexos e surpreendentes, vindos de terroirs ainda pouco explorados no mercado nacional.
Mundo Agro: Como o consumidor brasileiro pode aprimorar seu conhecimento e experiência com vinhos italianos?
Milena del Grosso: O consumidor brasileiro pode — e deve — aprimorar seu conhecimento e experiência com vinhos italianos porque a Itália oferece uma das produções mais ricas, diversas e culturalmente enraizadas do mundo. Com centenas de denominações de origem, milhares de tipos de vinhos e a maior variedade de uvas autóctones do planeta, o país proporciona uma verdadeira viagem sensorial capaz de agradar desde os iniciantes até os paladares mais exigentes. Conhecer essa diversidade amplia o repertório, enriquece a experiência de consumo e permite escolhas mais conscientes e prazerosas.
Além disso, à medida que o mercado brasileiro se torna mais receptivo aos vinhos italianos — com maior oferta, presença em eventos e acesso à informação — cresce também a oportunidade de descobrir rótulos autênticos, muitas vezes ainda inéditos por aqui.
Mundo Agro: Que dica você daria para quem está começando a se interessar pelos rótulos da Itália?
Milena del Grosso: A melhor dica para quem está começando é entregar-se ao desconhecido sem medo de errar. O universo dos vinhos italianos é imenso, cheio de uvas pouco conhecidas, nomes difíceis e estilos variados, mas é justamente isso que o torna tão fascinante. Cada garrafa pode ser uma descoberta, uma oportunidade de aprender e refinar o gosto pessoal.
Mais do que buscar o “rótulo certo”, o importante é manter a curiosidade viva, provar sem preconceito e se permitir sair do óbvio. O vinho italiano não se resume aos clássicos: há muito a explorar — com prazer, leveza e a certeza de que não existe um único caminho, mas muitos brindes possíveis.
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