Cadeia da palma brasileira fortalece comunidades e preserva florestas
Modelo nacional se destaca frente a práticas desordenadas em outros países
A produção de palma no Brasil se consolida como um exemplo de sustentabilidade, inovação e geração de empregos.
Em entrevista ao Mundo Agro, durante o Congresso das Mulheres do Agronegócio, Mônica Bernardo Neves, gerente de Responsabilidade Socioambiental da Agropalma, explicou como a palma, adaptada ao clima tropical, se desenvolve principalmente no Pará e como práticas responsáveis garantem que sua produção seja ambiental e socialmente sustentável

Mundo Agro: Dá para produzir Palma em outra região do país?
Mônica Bernardo Neves: Não. A palma é uma cultura bastante adaptada para regiões tropicais. Historicamente, a produção mundial acontece no eixo equatorial. No Brasil, mais de 85% da produção está concentrada no Pará, e nos outros países, os maiores produtores são Indonésia e Malásia, que possuem clima semelhante. Portanto, essas condições fazem com que a palma se desenvolva melhor nessas regiões.
Mundo Agro: E sobre o preconceito em relação à palma, a falta de conhecimento sobre economia circular, produção sustentável...
Mônica Bernardo Neves: Acredito que o Brasil tem uma grande oportunidade, e a Agropalma mostra que a palma pode ser sustentável. Em outros lugares, como Indonésia e Malásia, o avanço foi desordenado e causou grande desmatamento, o que impacta negativamente a percepção do nosso negócio no Brasil, que é muito sustentável.
Mundo Agro: Como você avalia a palma no Brasil em termos de sustentabilidade?
Mônica Bernardo Neves: Para mim, é um caso de sucesso em sustentabilidade. Ambientalmente, não usamos agroquímicos. Socialmente, há grande demanda de mão de obra, oferecendo emprego para muitas pessoas da região que antes não tinham acesso a oportunidades. E ainda há desafios, claro, mas penso na palma como um “oceano azul” do ponto de vista sustentável.
Mundo Agro: E quanto às mudanças climáticas? Elas afetam a produção de palma?
Mônica Bernardo Neves: Infelizmente, sim. Desde que cheguei ao setor, há um ano e meio, já observamos influência no regime hídrico da região, o que acarretou perda significativa de produção em alguns palmares. A palma é bastante demandante de água, e o impacto das mudanças climáticas na região Norte já está sendo sentido.
Mundo Agro: A palma tem um grande potencial para produção de biocombustível inclusive para a aviação.
Mônica Bernardo Neves: Sim, acredito que pode ser uma opção para biocombustíveis de modo geral, não apenas para aviação. É uma alternativa viável dentro do portfólio de energia renovável.
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