Crédito rural pressiona agro e mobiliza debate em congresso
Especialistas discutirão financiamento, garantias e aumento do endividamento no campo

O crédito rural voltou ao centro das atenções do agronegócio em meio ao aumento do endividamento e à restrição de recursos no campo.
O tema será debatido no painel “Seguro e financiamento rural: sustentabilidade e crise do crédito”, durante o Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA 2026), no dia 30 de março, em São Paulo.
“Os fundamentos estruturais do setor permanecem sólidos, mas 2025 e 2026 refletem os efeitos de um ciclo recente de expansão do crédito, com margens mais pressionadas e um número crescente de empresas enfrentando dificuldades”, disse Renato Buranello, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA).
O encontro reunirá especialistas do setor privado, do sistema financeiro e do Judiciário para discutir os desafios do financiamento da produção em um ambiente de maior pressão sobre as margens e de dificuldades na renegociação de dívidas.
“O agronegócio brasileiro é um sistema cuja viabilidade depende cada vez mais do financiamento privado, especialmente da atuação das multinacionais de grãos. Diante da atual crise de crédito, a segurança jurídica se torna um elemento central para a confiança dos financiadores e para a sustentabilidade econômica do setor”, disse Marcelo Fraga, gerente jurídico do Grupo Amaggi.
No campo jurídico, ganham relevância os entraves à execução de garantias e os impactos da recuperação judicial de produtores rurais.
“A criação de requisitos prévios para ações de alongamento de dívidas rurais pode dificultar o acesso do produtor à Justiça”, destacou o juiz Thiago Castelliano, do Tribunal de Justiça de Goiás.
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