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Dinheiro curto no campo: o que fazer quando as dívidas começam a pesar?

Especialista explica quando vale tentar mais prazo para pagar e quando a situação pode exigir uma reestruturação maior

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Cristiano Ferreira, advogado especialista em Direito Empresarial e fundador da 10X Advogados Foto cedida: Cristiano Ferreira

O aumento dos custos de produção, as dificuldades causadas pelo clima e as oscilações nos preços das commodities apertam o caixa de produtores rurais.

Quando as contas começam a pesar, é melhor tentar mais prazo para pagar ou buscar a recuperação judicial?

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O alongamento da dívida pode ser uma alternativa quando o produtor ainda consegue pagar, mas precisa de mais tempo para colocar as contas em ordem. Já a recuperação judicial pode ser considerada quando o endividamento é maior e as negociações individuais com os credores não são suficientes.

“Antes de buscar uma medida mais complexa, é importante avaliar se o problema está relacionado ao fluxo de caixa e pode ser solucionado com a reorganização dos prazos ou se já existe um quadro de endividamento que compromete a continuidade da atividade”, disse Cristiano Ferreira, advogado especialista em Direito Empresarial e fundador da 10X Advogados.

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Segundo o especialista, a recuperação judicial não deve ser encarada como uma saída automática para qualquer produtor endividado.

“A recuperação judicial não deve ser vista como uma solução automática para qualquer situação de endividamento. É necessário analisar o conjunto das obrigações, os credores envolvidos, a capacidade de geração de receita e a possibilidade de recuperação da atividade.”

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A recomendação é não esperar a inadimplência chegar para buscar alternativas. Levantar as dívidas, analisar os contratos e entender a capacidade de pagamento são passos importantes para definir o melhor caminho.

“O produtor precisa olhar para a estrutura do seu endividamento e para a capacidade de recuperação do negócio. Em alguns casos, o alongamento pode ser suficiente; em outros, a recuperação judicial pode ser necessária para permitir uma reorganização mais ampla.”

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