Do satélite para o campo: a nova fronteira contra as queimadas
Com o risco climático no radar, a inteligência geoespacial ganha espaço na prevenção de incêndios e na proteção de lavouras, florestas e infraestrutura

Com o El Niño e a perspectiva de novas condições de risco ao longo de 2026, empresas do agro, energia e setor florestal ampliam a busca por tecnologias capazes de detectar o fogo mais cedo e acelerar a resposta em campo.
O desafio é conhecido: em grandes propriedades e áreas de infraestrutura, minutos podem fazer diferença. É justamente nessa janela que satélites, drones e inteligência artificial começam a ganhar espaço na gestão de riscos.
A Inspectral desenvolveu uma plataforma de inteligência geoespacial para monitorar grandes extensões territoriais. A tecnologia combina imagens de satélite e drones, inteligência artificial e visão computacional para identificar focos de incêndio, acompanhar áreas atingidas e apoiar decisões operacionais.
Em parceria com a Axia Energia, antiga Eletrobras, a empresa participa do monitoramento de mais de 74 mil quilômetros de linhas de transmissão no país, com informações atualizadas em intervalos de dez minutos.

“Investir em monitoramento ambiental com inteligência geoespacial é a alternativa para identificar cenários críticos com maior antecedência, otimizar a mobilização das equipes e minimizar impactos operacionais, ambientais e financeiros”, afirmou o pesquisador Alisson do Carmo, cofundador da Inspectral.
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