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Empresa dribla crise logística e mantém expansão em 2026

Mudanças nas rotas marítimas pressionam custos e obrigam empresas a rever estratégias de exportação

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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FIMI Drone Camera Foto cedida: Unifrango

A Unifrango, sediada no Paraná e uma das maiores empresas de intermediação de frete marítimo internacional do Brasil, aposta em contratos de longo prazo com grandes armadores e na diversificação de produtos e serviços para sustentar o crescimento no mercado interno e, principalmente, no exterior.

A companhia estima repetir, neste ano, o avanço de 5% registrado em 2025 nas intermediações e serviços. Em 2024, o faturamento havia crescido 20%. A projeção inicial para 2026 era de alta de 10% nas intermediações, mas as incertezas nos mercados interno e externo levaram a empresa a rever a expectativa.

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“O cenário é desafiador, com a alta de custos sendo inevitável por ser um problema de guerra, fora do controle, mas a Unifrango tem evoluído, consolidando-se como um braço de apoio logístico essencial”, disse Hugo Bongiorno, diretor-presidente.

Hugo Bongiorno, diretor-presidente da Unifrango Foto cedida: Unifrango

Mesmo com a pressão sobre os custos, a empresa manteve os embarques mensais de contêineres de diferentes tipos de proteínas animais para mais de 100 países. A estratégia é preservar os mercados conquistados enquanto o comércio internacional atravessa um período de maior instabilidade.

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“Não conseguimos passar ilesos pela guerra, que afeta custos e volume, mas nosso diferencial reside na força do nosso volume e na parceria de longo prazo que mantemos com os maiores armadores do mundo”, explicou Juliana Cappellazzo, gerente de Logística Internacional da Unifrango.

Com o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais passagens para o transporte de petróleo e outras mercadorias na região, a logística precisou ser redesenhada. Para algumas operações, a companhia passou a utilizar Aqaba, na Jordânia, como alternativa para entregas no Iraque e no Kuwait. Para atender os Emirados Árabes Unidos, Fujairah entrou no mapa das opções.

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A mudança mostra como uma crise geopolítica distante do campo pode chegar rapidamente à cadeia de proteínas animais. Entre a indústria, o porto e o consumidor, cada alteração de rota pode representar mais tempo e custos adicionais.

“A Unifrango conta com uma equipe de colaboradores altamente capacitados que está buscando as melhores saídas para os clientes em uma realidade que esperamos ser temporária, com a logística exigindo muita adaptabilidade e resolução de problemas em tempo real”, afirmou Juliana.

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Enquanto adapta a operação internacional, a Unifrango amplia sua estrutura no mercado doméstico. O Centro de Distribuição de Apucarana, no Paraná, está sendo ampliado em 20%, em um investimento superior a R$ 20 milhões, com recursos próprios.

A obra deve ser concluída até setembro e elevará a capacidade de armazenagem de 20 mil para 24 mil posições-pallet. A área construída passará de 19,5 mil para 22 mil metros quadrados.

O centro recebe produtos congelados, resfriados e secos e representa uma aposta na expansão da operação em um momento em que armazenagem e logística ganharam ainda mais importância na formação de custos e na capacidade de atendimento.

“A estimativa inicial era de um incremento de 10% nas intermediações este ano, porém, diante das incertezas nos mercados externo e interno, a expectativa é repetir, no mínimo, o crescimento do ano passado”, disse Bongiorno.

No mercado interno, a estratégia é ampliar a participação em produtos de maior valor agregado.

“A empresa, que atua em pools de negócio com abrangência nacional, busca ampliar seu share de participação e explorar o potencial de crescimento em segmentos de maior valor agregado, como processados e industrializados”, detalhou Miriam Camargo, gerente comercial de mercado interno.

Em 2025, o departamento comercial de mercado interno comercializou mais de 30 mil toneladas. Agora, a empresa pretende avançar em categorias como empanados de aves e peixes, cortes suínos e produtos IQF, de congelamento individual rápido.

“O plano atual é avançar com itens de maior valor agregado, como empanados de aves e peixes, cortes suínos e cortes IQF (congelamento individual rápido)”, disse Miriam.


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