Estudo identifica 21 genótipos de café resistentes a ferrugem
Os resultados podem contribuir para programas de melhoramento genético e auxiliar na seleção de cultivares
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Uma pesquisa liderada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) está entre os dez artigos mais visualizados em 2025 na revista científica Tropical Plant Pathology, publicada pela Springer Nature. O estudo avaliou a resistência de 29 genótipos de cafeeiro ao fungo Hemileia vastatrix, causador da ferrugem.
Dos materiais avaliados, 21 não apresentaram sintomas e foram classificados como altamente resistentes nas condições do experimento. Entre eles, estão as cultivares MGS Ametista, MGS Aranãs, MGS Paraíso 2, MGS Catucaí Pioneira e MGS Turmalina, desenvolvidas em parceria entre EPAMIG, Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Universidade Federal de Lavras (UFLA).
“Os experimentos foram conduzidos em uma casa de vegetação na UFLA. As mudas receberam uma aplicação de esporos do fungo coletados em cafeeiros do Sul de Minas Gerais, permitindo comparar os diferentes genótipos sob condições controladas. Após 45 dias, avaliamos a proporção de folhas com esporulação e a extensão da área foliar afetada. Para isso, foram utilizadas avaliações visuais com escala diagramática e análise digital de imagens”, explica Juliana Costa, pesquisadora da EPAMIG.

Os resultados podem contribuir para programas de melhoramento genético e auxiliar na seleção de cultivares para o manejo da doença, que pode provocar desfolha e prejuízos à produção.
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