Exclusivo: Pesquisa da Neogrid aponta alta de 32,7% no preço do café
Estudo mostra quais os produtos que mais pesaram no bolso do consumidor em todas as regiões do país

Que o cafezinho ficou caro, a gente já notou.
Seja na padaria ou na hora de comprar o pó, todo mundo comenta. Mas muita gente ainda não compreende que o aumento no preço está ligado à safra ruim do ano passado, cujos principais fatores foram o calor e a seca. Vou explicar isso em mais detalhes em outra matéria, para que todos entendam exatamente como as plantações foram afetadas pelas altas temperaturas e seca.
Em dezembro de 2024, o café tinha preço médio de R$ 53,90. Em abril deste ano, esse valor subiu para R$ 71,50.
Os ovos ocupam o segundo lugar no ranking dos alimentos que mais subiram de preço, com uma alta de 26,7%, ao comparar o valor médio de dezembro de 2024 (R$ 0,91) com o de abril de 2025 (R$ 1,15).
E, de novo, o clima aparece como o vilão dessa alta.
A explicação é simples: o calor excessivo afeta a produtividade das galinhas. Isso sem contar que muita gente passou a usar os ovos como alternativa proteica na alimentação.
Além de todos esses fatores, os preços também sofrem influência do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou 0,43% em abril de 2025 — uma desaceleração em relação a março, quando o índice foi de 0,56%. Sem contar que a situação no mercado internacional também contribuiu para esse cenário. O Brasil passou a exportar mais ovos para os EUA devido à gripe aviária, e a demanda por café também aumentou.
O Mundo Agro teve acesso, com exclusividade, ao estudo realizado pela Neogrid, que analisa o comportamento dos preços dos produtos mais presentes no carrinho de compras dos brasileiros. O levantamento indica as maiores altas e quedas no preço médio, tanto no Brasil quanto em cada uma das cinco regiões, no mês de abril de 2025.

As maiores variações no mês de abril foram registradas nos legumes, com aumento de 11,9% em relação a março, e, novamente, no café em pó e em grãos, com alta de 6,1%. O estudo traça ainda um perfil regional das variações de preços, e em todas duas categorias de produtos apresentaram aumento.
Mas o que todo mundo quer saber é: o que vai acontecer nos próximos meses?
“A expectativa para os ovos é de estabilização ou quedas moderadas a partir de maio. No entanto, ainda é esperado que os preços se mantenham mais altos do que em 2024, devido aos custos de produção e às possíveis pressões de exportação”, analisou Robson Munhoz, diretor de Relações Corporativas da Neogrid.
E, para o nosso tradicional e querido café, a expectativa é de que os preços continuem subindo no primeiro semestre. “Para o café em pó, uma desaceleração no segundo semestre é possível, mas o alívio só deve vir com a melhora da safra de 2026”, disse Munhoz.
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