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Expansão da tilápia exige controle sanitário contínuo em SP

Estado amplia monitoramento diante do avanço produtivo e de ameaças externas

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Monitoramento sanitário ganha força com avanço da tilapicultura paulista Foto cedida: Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo

O Governo do São Paulo intensificou o monitoramento técnico e sanitário sobre o fluxo internacional de pescado, em um momento de crescimento da tilapicultura no Estado. A medida busca preservar o status sanitário da produção paulista, considerado estratégico para a competitividade do setor.

“São Paulo construiu uma cadeia de tilapicultura sólida e em expansão. Proteger o status sanitário da produção é garantir investimentos, segurança alimentar e condições para o crescimento sustentável do setor. Nossas equipes de sanidade e pesquisa são fundamentais para definir estratégias e soluções que permitam o avanço contínuo da cadeia”, disse Geraldo Melo Filho, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.


Geraldo Melo Filho, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo Foto cedida: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Em 2025, a produção de tilápia alcançou 54,17 mil toneladas, alta de 4% sobre o ano anterior, com faturamento de R$ 494,11 milhões, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA). O Estado ocupa a segunda posição nacional e concentra 21 frigoríficos responsáveis por 86% do abate, além de mais de 12 mil tanques-rede em operação.

“A prevenção sanitária é um dos pilares da sustentabilidade da aquicultura. A introdução de enfermidades exóticas pode comprometer não apenas a produção, mas toda a estrutura industrial e os empregos associados à cadeia do pescado”, disse Cristiane Neiva, coordenadora do Instituto de Pesca (IP-APTA).


No cenário federal, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) mantém em andamento a Análise de Risco de Importação (ARI) para tilápia, após suspender cautelarmente importações de determinados mercados em 2024.

Entre as principais preocupações está o avanço do Tilapia Lake Virus (TiLV), doença registrada em países da Ásia, África e Oriente Médio e considerada uma ameaça à produção mundial.


“O TiLV é um vírus que provoca mortalidade elevada e rápida disseminação. Em regiões com grande concentração produtiva, como São Paulo, os efeitos sobre a produção e a indústria seriam expressivos”, explicou Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

Para o setor, o reforço na biossegurança e na vigilância epidemiológica é fundamental para sustentar a expansão produtiva, garantir segurança alimentar e manter a competitividade da cadeia aquícola paulista.


“O trabalho técnico e preventivo conduzido no Estado busca assegurar que a tilapicultura paulista continue se desenvolvendo com elevados padrões sanitários, competitividade e segurança para produtores e consumidores,” ponderou João Gustavo Pereira Loureiro, coordenador do Centro de Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vegetal (CIPOAV).

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