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Maçã brasileira vive safra histórica e amplia presença no mercado internacional

Produção nacional chega a 1,6 milhão de toneladas em 2025/26, enquanto exportações avançam de 13 mil para 48,6 mil toneladas

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil registrou sua maior produção de maçã na safra 2025/26, com 1,6 milhão de toneladas.
  • Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram os maiores produtores, com 830 mil e 710 mil toneladas, respectivamente.
  • As exportações cresceram 274%, alcançando 48,6 mil toneladas, mas ficaram abaixo da expectativa devido a conflitos no Oriente Médio.
  • A supersafra aumentou a disponibilidade interna e destacou a necessidade de diversificar mercados, como México e Malásia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Produção recorde de maçã combina qualidade, preços mais acessíveis e expansão comercial Foto cedida: Associação Brasileira de Produtores de Maçã

O Brasil registrou, na safra 2025/26, a maior produção de maçã de sua história, com aproximadamente 1,6 milhão de toneladas, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM).

“A safra 2025/26 foi a maior da nossa história, com um volume expressivo de produção e frutos de excelente qualidade. Esse resultado demonstra o potencial da cadeia brasileira da maçã, que reúne tecnologia de ponta, elevado conhecimento técnico e capacidade de produzir frutos de alta qualidade”, disse Moisés Lopes de Albuquerque, diretor executivo da ABPM.

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Santa Catarina liderou a produção, com aproximadamente 830 mil toneladas, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 710 mil toneladas.

As exportações brasileiras de maçã alcançaram 48,6 mil toneladas em 2026, ante 13 mil toneladas em 2025, crescimento de aproximadamente 274%. As vendas externas somaram US$ 49,6 milhões, com embarques para mais de 25 países. A Índia foi o principal destino, seguida pela Arábia Saudita.

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Apesar do avanço, o resultado ficou abaixo da expectativa da ABPM, que projetava exportações de 100 mil toneladas. Segundo Albuquerque, o conflito no Oriente Médio prejudicou as vendas e a logística internacional.

“Tínhamos um potencial para alcançar um volume muito maior de exportação, mas o conflito no Oriente Médio limitou as vendas para aquela região, provocou uma sobreoferta em outros mercados e dificultou a logística para praticamente todos os destinos”, explicou.

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A supersafra ampliou a disponibilidade da fruta no mercado brasileiro e contribuiu para tornar a maçã mais acessível às famílias. Ao mesmo tempo, o volume recorde reforça a necessidade de diversificar os destinos comerciais. Para a ABPM, a abertura de mercados como México e Malásia é estratégica para ampliar as exportações e contribuir para o equilíbrio entre oferta e demanda.

“O inverno foi de ótima qualidade e a florada foi abundante, o que trouxe uma perspectiva positiva para a próxima safra”, afirmou Albuquerque. A colheita das variedades Gala e Fuji está prevista para o início de 2027.

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