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Mercado ilegal de sementes desafia produtores e ameaça o agronegócio

Verificar procedência e exigir documentação são passos essenciais para evitar golpes no campo

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Falsificação de sementes tem gerado prejuízos ao agronegócio brasileiro.
  • Produtores devem comprar apenas sementes registradas e exigir documentação adequada.
  • A cultivar Mavuno é um dos alvos da pirataria, sendo frequentemente substituída por produtos de qualidade inferior.
  • Opções ilegais trazem riscos de baixa produtividade e prejuízos à cadeia produtiva agrícola.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sementes adulteradas elevam perdas econômicas e atingem diretamente a competitividade do agronegócio Foto cedida: Wolf Sementes

A falsificação de sementes tem causado prejuízos crescentes ao agronegócio brasileiro e comprometido a produtividade no campo. Segundo a Associação Paulista dos Produtores de Sementes (APPS), as sementes piratas reduzem a qualidade das lavouras, disseminam pragas e doenças e prejudicam a eficiência produtiva.

“A semente legal garante origem, qualidade, pureza genética e resultados previsíveis no campo, enquanto a semente ilegal traz riscos de baixa produtividade, contaminações e prejuízos irreversíveis. Investir em semente certificada não é gasto: é segurança, rentabilidade e respeito ao futuro da agricultura brasileira. O produtor precisa enxergar a semente como o ponto de partida de toda a produção”, afirmou Andreia Bernabé, diretora-executiva da APPS.


Andreia Bernabé, diretora-executiva da APPS Foto cedida: Andreia Bernabé

A entidade reforça que os produtores devem comprar apenas de fornecedores registrados no RENASEM, exigir nota fiscal e verificar a integridade da embalagem. Denúncias sobre comércio irregular podem ser feitas anonimamente no site da APPS ou diretamente ao MAPA.

Entre as forrageiras, uma das cultivares mais visadas pela pirataria é o Mavuno, braquiária híbrida desenvolvida pela Wolf Sementes e conhecida por sua tolerância à seca e boa adaptação a climas quentes.


O produto, reconhecido pelo alto desempenho na formação de pastagens, tem sido falsificado e vendido ilegalmente — muitas vezes substituído por Brachiaria ruziziensis, de qualidade inferior, oferecida a preços muito baixos.

Ao contrário da versão original, o produto falsificado costuma apresentar baixa pureza e vigor, além de conter ervas daninhas, misturas varietais e pragas, sendo comercializado fora das normas do MAPA.


Já o autêntico Mavuno é livre de contaminantes, possui alta pureza (VC 76) ou é tratado com fungicida e inseticida na versão incrustada. Ele é embalado em sacaria apropriada e lacrada, com coloração azul característica que garante rastreabilidade e identificação imediata.

Tiago Penha Pontes, engenheiro agrônomo e gerente técnico da Wolf Sementes Foto cedida: Wolf Sementes

“Nosso compromisso é entregar ao produtor um material de alta performance, que ofereça segurança e resultados reais no campo. Quando alguém opta por uma semente pirata, coloca em risco toda a cadeia produtiva e o trabalho de quem investe em pesquisa, qualidade e tecnologia”, afirmou Tiago Penha Pontes, engenheiro agrônomo e gerente técnico da Wolf Sementes.

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