Novo aditivo protege aves das micotoxinas
Aditivo inovador da Cargill combate seis principais micotoxinas, garantindo saúde e desempenho das aves

Desenvolvido após anos de pesquisa, o Notox MAX PTY 2.0 da Cargill é um aditivo de amplo espectro que protege aves de produção contra seis micotoxinas comuns — incluindo aflatoxinas, fumonisinas e ocratoxina.
A fórmula avançada combina minerais como bentonita modificada e fibras solúveis para capturar e neutralizar toxinas presentes na ração, sem interferir na absorção de nutrientes essenciais.
O Mundo Agro conversou com Thays Quadros, consultora técnica da Cargill, para saber mais sobre esse produto que alia tecnologia de ponta a um banco global de dados para garantir máxima eficácia e segurança na nutrição animal.

Mundo Agro: Como o Notox MAX PTY 2.0 se diferencia de outros aditivos no mercado?
Thays Quadros: O Notox MAX PTY 2.0 se destaca por ser um produto de amplo espectro, ou seja, protege aves de produção de efeitos prejudiciais associados à exposição a seis principais micotoxinas: DON (deoxinivalenol ou vomitoxina), ZEA (zearalenona), FUMO (fumonisina), OTA (ocratoxina), AFLA (aflatoxinas) e toxina T2. Além disso, o aditivo também atua contra Alcalóides de Ergot.
Esse efeito de amplo espectro é proporcionado pela fórmula de Notox MAX PTY 2.0, que utiliza componentes minerais avançados, como bentonita modificada, clinoptilolita, carbono orgânico e fibras solúveis.
Somados, esses compostos maximizam a absorção de micotoxinas, impedindo que essas substâncias tóxicas, de ocorrência natural no meio ambiente, mas que podem contaminar a ração, sejam absorvidas pelo organismo das aves, durante o processo de digestão.
Mundo Agro: Qual o papel dos componentes minerais como bentonita modificada e fibras solúveis na eficiência do produto?
Thays Quadros: A fórmula de Notox MAX PTY 2.0 traz componentes minerais avançados, entre eles a bentonita modificada e fibras solúveis. A bentonita modificada é um mineral de alta pureza, com estrutura otimizada para combater micotoxinas de alta polaridade. Quando modificado, atua sobre micotoxinas de baixa polaridade de forma rápida e eficaz.
Esse componente atua contra as micotoxinas AFLA, FUMO, OTA, T2. A bentonita modificada é capaz de alterar a molécula da DON, deixando – a com polaridade maior para ser eficientemente adsorvida pelos nanoporos.
Por ser um elemento com alta disponibilidade de nanoparos, as fibras solúveis micronizadas atuam modificando a estrutura polimérica em nanoporos, que facilitam a captura de micotoxinas menores que 1,5 nm, como exemplo a DON.
Em combinação com os demais componentes – clinoptilolita e carbono orgânico ativado –, temos uma diversidade de tecnologias especializadas na absorção das micotoxinas ZEA, AFLA, FUMO, OTA e T2.
Em resumo, cada componente de Notox MAX PTY 2.0 ataca simultaneamente uma ou mais micotoxinas, absorvendo esses compostos tóxicos e impedindo que eles sejam absorvidos pelo trato gastrointestinal das aves.
O Notox MAX PTY 2.0 foi desenvolvido depois de anos de pesquisa e conhecimento profundo sobre as características de cada micotoxina, trazendo alta eficiência para adsorção das seis principais micotoxinas, não interagindo com os nutrientes da ração.
Com base na nossa ampla experiência em gestão de riscos, a Cargill oferece abordagem em três pilares, visando máxima eficácia:
- Detecção rápida e precisa de micotoxinas em matéria-prima: a Cargill possui o maior banco de dados de análise de micotoxinas do mundo, em mais de 40 países.
- Consultores de confiança, especialistas em gerenciamento de riscos de micotoxinas.
- Portfólio abrangente de Agentes Antimicotoxinas (AMA) e Amplo Espectro.
Mundo Agro: Como a Cargill utiliza seu banco de dados global de micotoxinas para melhorar seus produtos?
Thays Quadros: A Cargill detém o maior banco de dados de análises de micotoxinas do mundo, com mais de 400 mil análises realizadas, em 43 países. Este banco de dados robusto nos permite acessar informações detalhadas sobre mais de 180 tipos de matérias-primas, provenientes de fábricas de rações da Cargill, clientes e armazéns globais.
Essa base de dados é um diferencial estratégico que nos permite compreender com profundidade a ocorrência, distribuição geográfica, sazonalidade e coocorrência de micotoxinas em diferentes ingredientes e regiões.
Combinando esses dados com o extenso conhecimento técnico sobre micotoxinas — incluindo suas estruturas químicas, polaridade, solubilidade, estabilidade térmica e mecanismos de toxicidade — conseguimos desenvolver adsorventes altamente tecnológicos, eficazes e direcionados para diferentes desafios.
O desenvolvimento de adsorventes exige combinações precisas de componentes capazes de interagir com diferentes micotoxinas, de forma seletiva, sem comprometer a absorção de nutrientes essenciais provenientes das rações.
A partir do conhecimento das características e do comportamento das micotoxinas, conseguimos identificar padrões de contaminação, priorizar o desenvolvimento de adsorventes com amplo espectro e garantir, além dos mecanismos de adsorção para micotoxinas de alta e baixa polaridade, a estabilidade em diferentes pHs e ambientes gastrointestinais, garantindo eficácia do início ao final do trato gastrointestinal.
Mundo Agro: Como o produto adsorve as micotoxinas sem interferir na absorção de nutrientes, e protege os impactos na saúde intestinal das aves causados por intoxicação das micotoxinas?
Thays Quadros: A formulação dos componentes corretos e a seleção criteriosa da origem dos minerais são fatores determinantes para a eficácia dos adsorventes de micotoxinas.
No caso específico das bentonitas utilizadas, optamos por bentonitas de alta pureza, de fonte vulcânica. A pureza do mineral é determinada pela porcentagem de esmectita ( > 70%), segundo a União Europeia.
Essa característica é que garante elevada capacidade de troca catiônica (CTC) e alta capacidade de inchamento — atributos fundamentais para a adsorção eficiente de micotoxinas.
A composição mineralógica da bentonita que utilizamos apresenta porcentagens de esmectita acima de 90%, garantindo a alta pureza. Isso faz com que, no momento de inchamento, haja maior número de sítios ativos para ligação com micotoxinas de alta polaridade, como aflatoxinas e fumonisinas, por meio de interações eletrostáticas e de troca iônica.
Além disso, o controle granulométrico e ativação química adequada garantem estabilidade estrutural e funcional em diferentes faixas de pH, como as encontradas no trato gastrointestinal das aves.
Complementando essa ação, o uso de carbono orgânico ativado — cuidadosamente balanceado na formulação — permite a adsorção de micotoxinas de baixa polaridade, como zearalenona, pela presença de porosidade e por meio de forças de van der Waals.
O grande diferencial da formulação está na chamada adsorção inteligente: os componentes são selecionados e combinados de forma que não haja afinidade significativa com nutrientes essenciais da ração, como vitaminas, aminoácidos e minerais.
Isso é possível graças à especificidade molecular dos sítios de adsorção, que reconhecem e se ligam preferencialmente às estruturas químicas das micotoxinas, evitando interações indesejadas com compostos nutricionais.
Essa abordagem garante que o produto atue de forma eficaz e segura, protegendo os animais dos efeitos tóxicos das micotoxinas, sem comprometer o desempenho zootécnico. A formulação é validada por meio de ensaios in vitro e in vivo, que demonstram a seletividade da adsorção e a manutenção da biodisponibilidade dos nutrientes.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp













