Nutrição de precisão ganha força no manejo de grandes culturas
Fertilizantes com fósforo, níquel e molibdênio ganham espaço em lavouras de alta exigência

No Cerrado baiano, onde o desafio é produzir com eficiência e respeito ambiental, a Galvani Fertilizantes vem se destacando com produtos inovadores que otimizam a nutrição do solo e das plantas.
Henrique José Guimarães Moreira Maluf, gerente técnico da empresa, explica os benefícios do Phosgrão 200 e da linha MoNi, que combinam alta concentração de nutrientes essenciais para o aumento da produtividade em soja, milho e algodão. Paralelamente, Bárbara Azevedo, diretora do Parque Vida Cerrado e do Instituto Lina Galvani, apresenta os projetos sociais e ambientais que reforçam o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável da região.

Mundo Agro: Quais são os diferenciais do Phosgrão 200 em relação aos demais fertilizantes fosfatados disponíveis no mercado?
Henrique Jose Guimaraes Moreira Maluf: O Phosgrão 200 é um fertilizante fosfatado inovador da Galvani Fertilizantes, com uma formulação aprimorada que proporciona um aumento significativo na concentração de P₂O₅ solúvel. Com um enriquecimento de 18% para 20% de P₂O₅ solúvel em CNA + H₂O, o Phosgrão 200 oferece maior rendimento operacional aos produtores. Esse diferencial garante uma solução mais eficiente e com excelente custo-benefício, especialmente nas condições do Cerrado baiano.
Mundo Agro: Como a Galvani desenvolveu a tecnologia da linha MoNi e quais resultados os produtores têm obtido com ela no campo?
Henrique Jose Guimaraes Moreira Maluf: A linha MoNi da Galvani Fertilizantes foi desenvolvida a partir de experimentos de longa duração, com aplicação de diferentes doses de níquel na presença de molibdênio, com o objetivo de avaliar a resposta das culturas de algodão, milho e soja do Oeste da Bahia ao níquel. A combinação desses dois nutrientes é uma poderosa ferramenta para melhorar a fixação biológica de nitrogênio na soja e aumentar a eficiência no uso do nitrogênio em culturas como algodão e milho, adubadas com fertilizantes nitrogenados. Os produtores que adotaram a linha MoNi têm obtido resultados expressivos no aumento da produtividade e na melhoria da qualidade dos produtos colhidos, especialmente em culturas exigentes em nitrogênio.
Mundo Agro: Como a Galvani realiza testes de eficiência agronômica de seus fertilizantes nas condições do Cerrado baiano?
Henrique Jose Guimaraes Moreira Maluf: A Galvani realiza testes de eficiência agronômica por meio de pesquisas internas e externas, em parceria com instituições de pesquisa públicas e privadas. A empresa investe em ensaios práticos realizados nas propriedades dos produtores locais, avaliando a performance dos produtos e ajustando suas formulações conforme as necessidades da região. Esses testes garantem que os fertilizantes da Galvani sejam altamente eficazes e adaptados às condições desafiadoras do Cerrado, promovendo aumento da produtividade e melhor aproveitamento dos recursos naturais.
Mundo Agro: A linha MoNi da Galvani é a única solução no mercado com níquel e molibdênio combinados em um mesmo grânulo de fertilizante fosfatado para aplicação no solo com eficiência cientificamente comprovada. Quais culturas mais se beneficiam dessa formulação?
Henrique Jose Guimaraes Moreira Maluf: Todas as culturas podem ser beneficiadas com fertilizantes que contenham molibdênio (Mo) e níquel (Ni), uma vez que esses elementos são essenciais para o crescimento, desenvolvimento e produtividade das plantas. Como ambos atuam na melhoria do aproveitamento do nitrogênio, os maiores benefícios ocorrem em culturas com alta exigência desse nutriente. Além das culturas agrícolas, organismos fixadores de nitrogênio atmosférico, como o Bradyrhizobium da soja, também são favorecidos por essa combinação nutricional.
Mundo Agro: Como o uso eficiente dos fertilizantes pode contribuir para o aumento da produtividade sem comprometer a sustentabilidade?
Henrique Jose Guimaraes Moreira Maluf: O uso eficiente de fertilizantes, como os da Galvani, pode contribuir significativamente para o aumento da produtividade ao fornecer os nutrientes necessários de forma precisa e no momento adequado, evitando excessos e desperdícios que poderiam impactar negativamente o meio ambiente. Além disso, o uso correto dos fertilizantes permite colher mais em uma mesma área, contribuindo para a redução do desmatamento e promovendo uma agricultura mais sustentável.
Mundo Agro: Como a empresa enxerga a evolução do manejo do solo nos próximos cinco anos?
Henrique Jose Guimaraes Moreira Maluf: A Galvani Fertilizantes acredita que, nos próximos cinco anos, o manejo do solo estará cada vez mais voltado a práticas sustentáveis, com maior eficiência no uso dos recursos e aprofundamento do conhecimento sobre os solos e as exigências das culturas nas regiões de atuação. A empresa prevê um aumento na adoção de tecnologias e formulações mais precisas de fertilizantes multinutrientes, atendendo de forma mais específica às necessidades dos produtores.
Mundo Agro: Quais os principais desafios na adoção de fertilizantes especiais por pequenos e médios produtores?
Henrique Jose Guimaraes Moreira Maluf: Os principais desafios enfrentados por pequenos e médios produtores na adoção de fertilizantes especiais incluem o custo inicial mais elevado e a falta de informação sobre os benefícios a longo prazo. Muitos ainda estão habituados ao uso de fertilizantes convencionais e podem demonstrar resistência à adoção de novas tecnologias. Para superar esses obstáculos, a Galvani desenvolve programas de capacitação e oferece assistência técnica, tornando suas soluções acessíveis e viáveis a todos os perfis de produtores.
Mundo Agro: Como o Instituto Lina Galvani tem impactado positivamente as comunidades locais?
Barbara Azevedo: O Instituto Lina Galvani tem desempenhado um papel fundamental no apoio às comunidades locais, especialmente nas áreas em torno das operações da Galvani Fertilizantes. O Instituto realiza diversos projetos de desenvolvimento social, com foco em inclusão produtiva e fortalecimento comunitário por meio de capacitações e incentivo ao empreendedorismo, à empregabilidade e ao protagonismo das comunidades. Também mantém o Parque Vida Cerrado, que atua na conservação ambiental do bioma no Oeste da Bahia. Esses projetos têm ajudado a melhorar a qualidade de vida na região e fortalecer os laços entre a Galvani e a comunidade local, exercendo a responsabilidade social.
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