O desafio de produzir mais algodão por hectare
Com exportações em alta, o algodão brasileiro busca na tecnologia o caminho para produzir mais e elevar a eficiência no campo
O Brasil deve colher cerca de 4,4 milhões de toneladas de algodão em pluma na safra 2025/26. Com as exportações em alta, o desafio agora é transformar a força do setor em mais produtividade, qualidade e eficiência dentro da porteira.
A tecnologia vem ocupando espaço nesse movimento. Genética, manejo de pragas e doenças e agricultura digital passaram a ser combinados para orientar decisões mais precisas no campo.
“Hoje, não basta olhar para um único fator da produção. É preciso considerar as características de cada região e integrar tecnologia às decisões do produtor”, disse Alexandre Santaella, gerente de marketing de Algodão da BASF.
Na prática, isso significa usar dados para definir população de plantas, manejo e aplicação de insumos de acordo com as condições de cada área. Em 49 lavouras de Mato Grosso avaliadas na safra 2023/24, a empresa registrou ganho de 10,2 arrobas por hectare com semeadura em taxa variável, em comparação com a taxa fixa.
A lógica é simples: produzir mais sem desperdiçar recursos. Para uma cultura que já conquistou espaço entre os grandes exportadores mundiais, o próximo salto pode estar menos na expansão da área e mais na eficiência de cada hectare.
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