Os alimentos que fazem da cozinha italiana um patrimônio mundial
Chefs mostrarão como a identidade gastronômica de um país nasce da diversidade de seus territórios
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Por trás dos pratos que conquistaram o mundo, a cozinha italiana reúne uma cadeia produtiva que começa no campo e se estende à criação animal, à pesca e à transformação dos alimentos.
Reconhecida pela UNESCO como patrimônio cultural imaterial da humanidade, essa tradição tem no trigo, no leite, nas uvas, nas azeitonas, nas hortaliças e nas carnes alguns de seus principais pilares.
De 19 a 25 de outubro, a Settimana della Cucina Regionale Italiana, em São Paulo, reunirá representantes das 20 regiões da Itália, com menus que expressam a diversidade agrícola e gastronômica do país.
No Piemonte, trufas, avelãs e queijos. Na Emilia-Romagna, o Parmigiano Reggiano, o presunto de Parma e as massas frescas destacam a tradição artesanal e o valor agregado à produção. Já na Lombardia e no Valle d’Aosta, queijos e manteiga evidenciam a importância da cadeia leiteira, com destaque para a fontina, queijo típico da região alpina.

No sul, a diversidade também se revela à mesa. Na Puglia, o azeite extravirgem, o trigo duro e as hortaliças são protagonistas. Na Sicília, frutas cítricas, tomates, berinjelas e pistaches refletem diferentes condições de cultivo.
Na Calábria, a cebola roxa de Tropea e as pimentas são símbolos regionais, enquanto a Campânia se destaca pela tradição das massas, da pizza e do tomate. Na Basilicata, pimentões secos, leguminosas e massas artesanais preservam sabores tradicionais.
Em Abruzzo, o cordeiro e os tradicionais arrosticini remetem à criação de ovinos. Na Sardenha, o pecorino sardo e o cordeiro dividem espaço com pescados e bottarga.
No Trentino-Alto Adige, maçãs e queijos de montanha. Já no Friuli-Venezia Giulia, o presunto de San Daniele e o queijo Montasio exemplificam a força da transformação agroalimentar.

Na Toscana, azeites, carnes e produtos ligados à cultura do vinho expressam a tradição agrícola regional. Na Úmbria, lentilhas e trufas se destacam, enquanto, na Ligúria, o azeite e o manjericão são essenciais ao pesto genovês.
No Vêneto e nas Marche, os pescados dividem espaço com produtos agrícolas e especialidades do interior. No Lazio, o guanciale e o pecorino romano mostram como a criação animal e a maturação transformam matérias-primas em alimentos de identidade própria.
O conjunto dessas tradições demonstra que a gastronomia vai muito além das receitas: depende de produtores, condições naturais, técnicas de processamento e conhecimentos transmitidos entre gerações.
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