Pistache ganha destaque em lançamentos de barra de proteína e pasta de amendoim proteica
Com sabor marcante e perfil funcional, a oleaginosa dá o tom em novos produtos

A Nutrata, empresa que atua no segmento de suplementos alimentares do Brasil, firmou parceria com a Bacio di Latte e o resultado dessa collab não poderia ter sido outra: sabor e valor nutricional em dois novos produtos que são destaque do Festival Apas Show.
O pistache é o queridinho dos italianos e cada vez ganha mais destaque aqui no Brasil.
Conheça todos os detalhes na entrevista com Roberto de Luna, diretor comercial da Nutrata.

Mundo Agro: Como surgiu a ideia da collab entre a Nutrata e a Bacio di Latte?
Roberto de Luna: Então, a Nutrata já é pioneira nessa pegada dentro do canal de saudabilidade de produtos collab. Então nós fizemos com a Havanna, posteriormente com a YoPRO e agora veio com a Bacio. Então a gente vem muito nessa pegada de entregar bem estar à saudabilidade e afetividade, porque as marcas representam isso, além de muita indulgência.
E da parte da Bacio também, ela querendo frequentar um pouco mais esse canal do bem estar, né? Não ficar só na parte da saudabilidade, ficar só na parte da indulgência, vir para o mercado também que atenda esse público que mira o saudável, tudo isso, né?
Mundo Agro: O que diferencia esses novos produtos com pistache dos demais no mercado?
Roberto de Luna: Olha, a Bacio é a referência em pistache. O pistache no Brasil surgiu em função da própria Bacio di Latte. A gente chama até de pistache, que a Bacio usa nos sorvetes, que é um produto importado da Itália, um produto validado pela Bacio, e que a gente compra e utiliza dentro do nosso processo de produção.
Então faz toda a diferença em termos de sabor, coloração, entrega. É um produto que fica bem diferente.
Mundo Agro: Qual foi o principal desafio no desenvolvimento da barra de proteína e da pasta de amendoim com pistache?
Roberto de Luna: A gente teve um desafio bastante grande. A estabilidade foi o ponto mais complicado de se chegar. Primeiro passo, chegar no sabor, finalmente entregar-se. A gente conseguiu entregar um sabor. Segundo, equilibrar essa quantidade que gera esse sabor com um preço que também seja competitivo, que seja dentro de uma realidade do mercado. O produto é melhor posicionado, é posicionado num patamar acima, mas tem aí um desafio. Mas principalmente foi a fórmula. A gente equaciona, quando a gente equaciona essa parte dos custos e parte do que a gente coloca da matéria-prima, mas a estabilidade do produto para entregar a maciez que a gente queria, o paladar, a indulgência, a cremosidade. E ter um shelf life que atenda ao mercado, mas todo o mercado que a Nutrata atende, foi onde teve o maior desafio nosso. Então a estabilidade do produto, sim, é algo que foi o maior desafio do nosso time de P&D.
Mundo Agro: Como a empresa pretende atingir o crescimento de 52% no canal alimentar em 2025?
Roberto de Luna: A Nutrata, dentro do Canal Alimentar, ela se projetou dentro do Canal Alimentar, na frente dos concorrentes. Então, a gente tem uma equipe dedicada, uma malha de distribuidores muito focada no Canal Alimentar, dedicada ao Canal Alimentar também. De 2023 para 2024, nós tivemos um crescimento de 112%, 113%.
De 2024 para 2025, nós tivemos um crescimento de 102%.
E este ano, nós estamos mirando um crescimento mínimo de 50%, 52% de crescimento, quando a gente fala de volume e financeiro também.
E aí, a gente vai conseguir isso como? Novos produtos, que é o que a gente está fazendo, então a gente não para de lançar produtos.
A gente mirando a positivação do ponto de venda, então a gente quer dobrar o nosso ponto de venda, o que vai repercutir bastante.
Uma base numérica bastante grande. E os ajustes das áreas, que a gente ainda tinha um pendente, que era uma parte do norte do Brasil, que a gente também está concluindo agora, dentro deste primeiro semestre. Então, a gente vai chegar em 52%, espero até passar de 52% ainda.
Mundo Agro: Como a Nutrata garante a qualidade e rastreabilidade do pistache usado nos produtos?
Roberto de Luna: A gente vindo de fora para dentro, o nosso pistache é importado da Itália e toda a validação desse produto lá fora é feita pela Bacio. A gente utiliza o mesmo produto importado pela Bacio. E quando ele vem, a partir do momento que ele entra na nossa fábrica, nós somos a única empresa no Brasil que lida com proteína que tem a certificação da FSC 22.000.
Então, a FSC 22.000 é a certificação de segurança alimentar. Então, a gente consegue rastrear todos os blocos, todo o processo, a gente tem toda uma parte auditada com frequência. Além do que, a gente é auditado também pela própria Bacio quanto à qualidade e os pré-requisitos do produto.
Então, desde o momento da importação, que é validado pelo parceiro, da formatação do produto, que também é validado pelo parceiro, e é um parceiro com expertise em pistache.
E a gente, com todas as nossas certificações, toda a nossa parte da garantia da qualidade, a gente consegue ter um rastreado bacana. Da qualidade do produto, da estabilidade do produto, que é o mais importante, da entrega do produto, quanto à maciez, indulgência, tudo isso a gente consegue ter no nosso radar.
Mundo Agro: O pistache é considerado um ingrediente premium. Como isso influencia o posicionamento desses lançamentos no mercado?
Roberto de Luna: O mercado, ele quer isso. O mercado, ele está buscando novidade, está buscando... Esse é o papel da Collab, né? A Nutrata naturalmente, já é uma marca... Apesar de uma marca democrática, é uma marca que tem um posicionamento de preço, ela tem um posicionamento bem interessante, né? De mercado, né? De participação de mercado e posicionamento de preço também.
O pistache, por ser uma matéria-prima, é uma matéria-prima cara, ainda mais quando é importado. Mas o público, ele está disposto a pagar mais.
E quando você traz a Bacio para dentro do jogo, a Bacio já tem esse posicionamento muito claro do pistache para ele, em relação aos outros sabores. Então, a Bacio já tem esse posicionamento muito claro dentro do portfólio deles, do pistache, em relação aos outros sabores. Você vê que o pistache, ele tem um preço acima dos outros sabores.
Naturalmente, pela origem do produto, pela qualidade do produto, pela entrega e pela dificuldade que é ter esse produto.
Então, eles nos ajudam muito também nessa questão do posicionamento das barras, no posicionamento da parte de amendoim, em relação aos outros sabores que nós temos no portfólio. Então, a gente vai um pouco através da expertise, um pouco desse skill que eles têm.
Mundo Agro: A inclusão do pistache tem impacto direto no custo dos produtos? Como isso é equilibrado com a proposta de valor ao consumidor?
Roberto de Luna: Tem. O pistache tem um impacto no produto, sim. Até pelo tudo que nós já falamos. Então, ele tem, naturalmente, um preço mais caro. Não é barato, é bem caro o quilo do pistache de qualidade. A gente é bastante generoso na nossa composição de fórmula com a quantidade de pistache que a gente aplica.
É um motivo do nosso sucesso, até aqui, desse breve lançamento, como está sendo um sucesso. Mas ele tem um impacto, sim. E a gente equilibra isso o quê? Lógico, a gente adequa o processo produtivo. É o nosso primeiro momento.
Mas, além de tudo, a gente tem essa parte de posicionamento. A gente sabe que o pistache, o consumidor sabe que para pagar por um produto bom, um produto com pistache, bom pistache, não é só a coloração, nem é só o sensorial, nem é só o aroma, ele vai estar disposto a pagar um pouco mais e a gente vende um pouco mais caro o produto também.
Mundo Agro: Quais foram os principais desafios no uso do pistache em termos de formulação e estabilidade dos produtos?
Roberto de Luna: Quando a gente fala juntar amendoim e juntar pistache, a gente está falando de produtos de uma mesma família, né? Então, um não roubar o sabor do outro. A gente conseguiu... Esse era o maior desafio.
A gente tem um produto que a base fosse a pasta de amendoim, mas que entregasse naturalmente o sensorial e o paladar, o sabor do pistache.
Então, foram um ano para baixo, para cima, batendo, testando, visitando, calibrando o produto e a gente conseguiu chegar.
O maior desafio era fazer com que o produto final, a base de pistache, realmente entregasse o sensorial e o sabor de pistache.
Esse foi o maior dificuldade. Mas assim, o que a gente conseguiu e o que está sendo aqui comprovado.
Mundo Agro: Como a escolha pelo pistache se conecta às tendências de consumo gourmet e saudável?
Roberto de Luna: O pistache, o sabor pistache, o próprio pistache, hoje há dois anos ou três anos, ele já vem estar na crista da onda. O produto que virou se popularizou no Brasil, bom ou não, mas se popularizou no Brasil. E quem está fazendo um produto que tem uma qualidade melhor se consegue uma conexão melhor com o público. Mas ele hoje, em grande realidade, o pistache está conectado com o público brasileiro como um todo e ele não poderia estar fora também do público da saudabilidade, quem busca bem-estar.
Quem busca bem-estar também busca indulgência, busca sabor, busca indulgência, aroma, algo que faça muito...
Principalmente esse público, um público que tem lá uma disciplina maior na alimentação.
Então ele é muito criterioso na hora da escolha do produto.
Então além do pistache ter caído no gosto do brasileiro, ele cai principalmente no gosto daqueles produtos
que são utilizados pelo público que busca o bem-estar e busca a saudabilidade também.
Que acaba sendo um público até mais criterioso quanto à formulação, quanto à tabela nutricional, mais alinhado com isso.
Mundo Agro: Há intenção de explorar outras linhas de produtos com pistache além da barra e da pasta de amendoim?
Roberto de Luna: Temos, temos sim. A gente tem a pasta, está indo muito bem, tem a barra, está indo muito bem. A gente entende que tem outros produtos que a gente poderia fazer. O Whey Protein sabor pistache já existe em algumas marcas do mercado, mas a gente vem estudando também esse produto com a possibilidade de vir com a assinatura da Batchel. Então é um produto que a gente pensa em ter aí no próximo ano.
Não é algo certo, mas pode ser que a coisa aconteça.
Como eu te falei, toda essa parte da estabilidade do produto, a entrega de sabor, e a relação de custo-benefício também.
Tem que entregar algo que seja equilibrado em termos de custo, o melhor que seja o produto, o melhor que seja a marca.
Mas existe sim. Na nossa mente hoje é a parte efetivamente do Whey.
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