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Projeto do Sesc Pantanal envolve público na escolha de nomes para onças

Trio de fêmeas — mãe e filhotes — foi flagrado por armadilhas fotográficas na maior RPPN do país

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil Foto cedida: Sesc Pantanal

A maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Brasil, o Sesc Pantanal, localizada em Barão de Melgaço (MT), promove uma votação popular para escolher os nomes de três onças-pintadas fêmeas — uma mãe e suas duas filhotes — recentemente registradas por armadilhas fotográficas instaladas na área.

A votação ocorre até a amanhã, dia 29, nos perfis do Sesc Brasil e do Sesc Pantanal no Instagram.


“É uma maneira de integrá-los a este trabalho de conservação e gerar conexão com o animal, tão importante e emblemático”, afirmou Cristina Cuiabália, bióloga e gerente-geral da RPPN.

As opções de nomes foram escolhidas com base em elementos da natureza e da cultura pantaneira.


Aurora, Celeste e Tchuva foram os nomes escolhidos para as onças-pintadas Foto cedida: Sesc Pantanal

A mãe pode ser batizada como Boe (em referência à etnia Boe Bororo) ou Aurora (claro sinal da manhã, horário do avistamento).

As filhotes concorrem aos nomes Celeste ou Rosa, e Flor de Piúva ou Tchuva — essa última uma expressão regional que representa a palavra “chuva” no linguajar local.


As imagens, capturadas por uma das 165 câmeras do projeto de monitoramento de grandes felinos da reserva, revelam momentos íntimos da vida selvagem, como a amamentação e as brincadeiras entre as filhotes.

As onças são identificadas individualmente pelas “rosetas”, padrões únicos de manchas em sua pele, que funcionam como impressões digitais naturais.


O monitoramento é realizado pelo Polo Socioambiental Sesc Pantanal em parceria com instituições como a UFRJ, UFRGS, GEVS e o Museu Nacional. Também participam guarda-parques locais, profundos conhecedores da fauna, da flora e dos ciclos do Pantanal.

Além da pesquisa científica, a RPPN Sesc Pantanal — que abrange 108 mil hectares — promove ecoturismo, educação ambiental, restauração florestal e outras ações de conservação. Em quase três décadas, mais de 300 publicações científicas já foram produzidas na região.

A onça-pintada é considerada uma espécie vulnerável à extinção e, por ser predadora de topo, sua presença saudável é um indicativo de qualidade ambiental da reserva.

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