Rio Grande do Sul inicia restauração florestal em áreas atingidas por enchentes de 2024
Iniciativa une governo, universidades e setor privado para acelerar reflorestamento com técnicas genéticas inovadoras
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As atividades práticas do projeto Reflora, voltado à recuperação de áreas degradadas pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, marca o início de uma força-tarefa que reúne governo estadual, universidades e setor privado para restaurar ecossistemas com maior eficiência e qualidade genética.
A ação, realizada no Centro de Pesquisas e Conservação da Natureza Pró-Mata (PUCRS), aconteceu em São Francisco de Paula e Santa Maria e envolveu demonstrações práticas de coleta de ramos e aplicação da técnica de enxertia em espécies nativas.
O método permite acelerar em até 70% o florescimento das mudas, reduzindo o tempo de regeneração florestal de até 30 anos para cerca de 5 a 8 anos.
“Resultados promissores no resgate de DNA e na indução da floração precoce, desenvolvidos em Brumadinho pela UFV, consolidaram-se e se expandiram para os biomas Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado. Agora estamos iniciando uma etapa crucial para a implementação do projeto Reflora”, ressaltou Jackson Brilhante, coordenador do projeto pela Seapi.
Coordenado pelas secretarias estaduais da Agricultura e do Meio Ambiente, em parceria com instituições como CMPC, Embrapii, UFV, PUCRS, UFRGS, UFSM e Unisc, o projeto busca não apenas recuperar áreas degradadas, mas também preservar o DNA de espécies ameaçadas, promover a produção de sementes e expandir a oferta de mudas nativas de alta qualidade no estado.
“O projeto Reflora vai muito além do reflorestamento. Ele resgata a biodiversidade, acelera a recuperação ambiental e fortalece a produção de mudas nativas no RS”, afirmou Brilhante.

O Reflora prevê o plantio de mais de seis mil mudas e aproximadamente 30 espécies florestais nativas. O projeto terá investimento total de R$ 5,21 milhões — sendo R$ 2,86 milhões aportados pela CMPC e R$ 2,34 milhões pela Embrapii.
Das oito espécies mapeadas pela PUCRS e UFRGS no PróMata, a goiabeira-serrana e o araçá tiveram material genético coletado e passaram por enxertia no treinamento.
“Estamos promovendo um treinamento para produzir mudas de alta qualidade de espécies nativas do Rio Grande do Sul. O objetivo é ampliar a variabilidade genética e fornecer mudas tanto para o reflorestamento quanto para a população local. Coletamos a goiabeira-serrana, que, além da importância ambiental, tem frutos aproveitados na alimentação”, disse Leandro Astarita, professor da PUCRS, universidade responsável pela identificação prévia das plantas.
O tempo médio para restabelecer os serviços ecossistêmicos afetados varia de 20 a 30 anos. Com o projeto Reflora, a expectativa é reduzir esse prazo para 5 a 8 anos.
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