Sorgo começa a se consolidar como cultura de verão no Rio Grande do Sul
Resultados iniciais indicam rentabilidade superior a R$ 2 mil por hectare e maior resiliência climática
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O sorgo começa a ganhar espaço nas lavouras do Rio Grande do Sul como uma alternativa rentável e mais resiliente ao clima.
As primeiras áreas colhidas pela Boa Safra, líder na produção de sementes no Brasil, registraram rentabilidade líquida superior a R$ 2 mil por hectare, segundo dados da empresa.
“Com híbridos precoces e suporte técnico adequado, o sorgo pode se tornar uma alternativa importante para aumentar a estabilidade e a rentabilidade das lavouras”, disse Éder Santos, gerente nacional de sorgo da Boa Safra.
Os resultados se referem ao plantio realizado entre agosto e setembro de 2025. Além do desempenho econômico, o híbrido BS005 apresentou ciclo médio de cerca de 120 dias, o que permite colheita antecipada e maior flexibilidade no planejamento agrícola.
“Ele permite tanto a implantação de uma segunda safra, como o plantio de soja em janeiro, quanto o consórcio com forrageiras para pastejo bovino, agregando valor ao sistema produtivo”, afirmou Éder.
Em um cenário marcado por enchentes, estiagens prolongadas e aumento nos custos de produção, a companhia tem incentivado o cultivo do cereal no estado por meio de contratos com indústrias de ração e biocombustíveis. Os acordos garantem ao produtor previsibilidade de receita equivalente a até 85% do valor da saca de milho comercializada na região.
Além da segurança na comercialização, o sorgo se destaca por características agronômicas favoráveis, como menor necessidade de insumos, ciclo mais curto e maior tolerância ao estresse hídrico e às altas temperaturas. Esses fatores contribuem para um desempenho mais estável em anos de clima adverso.
A cultura também tem chamado a atenção dos produtores diante da irregularidade climática registrada nos últimos anos.
“Enquanto lavouras de milho sofrem reduções drásticas de produtividade em períodos de estiagem, o sorgo mantém desenvolvimento mais estável, o que tem despertado interesse principalmente no noroeste gaúcho e no sul do estado”, disse Tombini.
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