Suinocultura tem avanços, mas mudanças nas granjas ainda exigem investimentos
Levantamento da Alianima mostra que financiamento e adaptação das estruturas estão entre os principais entraves à ampliação do bem-estar animal

A suinocultura brasileira tem avançado na adoção de práticas de bem-estar animal, mas a adaptação das instalações e o acesso a financiamento ainda dificultam a expansão das mudanças nas granjas.
A Sétima edição do Observatório Suíno, levantamento anual realizado pela Alianima , apontou que 45,1% das matrizes suínas do país estão alojadas em baias coletivas durante a gestação, avanço discreto em relação aos 44,9% registrados em 2025. Entre os dez fornecedores que responderam à pesquisa, algumas empresas relataram ter alcançado índices elevados de adoção desse sistema, enquanto outras ainda enfrentam dificuldades para cumprir os prazos estabelecidos.
O financiamento foi apontado como um obstáculo por 80% dos fornecedores respondentes. Também foram mencionados a precificação dos produtos e o planejamento das instalações, que exigem investimentos e adaptações estruturais.
O levantamento identificou ainda desafios relacionados ao espaço disponível para as matrizes na maternidade, ao enriquecimento ambiental e à redução de procedimentos como o corte de cauda dos leitões. Por outro lado, todos os fornecedores participantes declararam não realizar castração cirúrgica sem anestesia, e 80% afirmaram ter eliminado o desbaste dos dentes.
Para a Alianima, os resultados reforçam a importância da colaboração entre produtores, empresas, instituições financeiras e poder público para transformar compromissos em melhorias efetivas nas condições de criação dos animais.
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