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Tilápia busca eficiência além do ganho de peso

Com produção recorde e maior exposição ao mercado internacional, tilapicultura começa a discutir como bem-estar, eficiência e qualidade podem caminhar juntos

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Pessoa com roupa protetora azul e luvas amarelas manuseia filés de peixe congelados organizados em fileiras sobre camada de gelo.
PRINT RECORD NEWS - RURAL - TILÁPIA Reprodução/Record News

A tilapicultura brasileira chegou a um novo patamar. Em 2025, a produção nacional de peixes cultivados ultrapassou 1 milhão de toneladas, e a tilápia respondeu por cerca de 707,5 mil toneladas — quase 70% do total. Em dez anos, o volume produzido da espécie cresceu 148,2%, segundo dados do Observatório do Peixe, da Alianima, com base no Anuário Peixe BR 2026.

O crescimento trouxe escala, investimentos em genética, automação, biossegurança e processamento, mas também ampliou as perguntas sobre o futuro da cadeia. Entre elas está o papel do bem-estar dos peixes em uma atividade cada vez mais tecnificada e integrada ao mercado internacional.

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A discussão ganha força porque estudos científicos já relacionam condições de manejo, qualidade da água, densidade de cultivo, transporte e procedimentos pré-abate a indicadores como crescimento, sobrevivência, qualidade do filé e perdas. As evidências ainda são limitadas em alguns pontos, principalmente quando se trata do impacto econômico, mas já indicam que produção e bem-estar não precisam ser tratados como temas separados.

“Hoje, a competitividade do setor depende não apenas da eficiência produtiva, mas também da capacidade de demonstrar compromisso com a qualidade, a segurança alimentar, a responsabilidade socioambiental e a transparência”, disse Valério Angelozi, proprietário da Piscicultura Super Fish e presidente da Peixe Paraná.

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Para a cadeia, a questão agora é transformar conhecimento em prática. Melhor qualidade da água, manejo adequado, redução do estresse, transporte e abate mais cuidadosos podem representar não apenas uma discussão sobre bem-estar, mas também uma oportunidade de reduzir perdas, melhorar a qualidade do produto e aumentar a previsibilidade da produção.

A tilápia brasileira já mostrou que sabe crescer. O próximo desafio é entender como transformar escala em uma cadeia mais eficiente, transparente e preparada para um mercado que cobra cada vez mais informações sobre como o alimento é produzido.

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