Um encontro com o sabor na beira de uma estrada de terra
Em Itu, um salgado feito de costela virou parada obrigatória para ciclistas, vizinhos e curiosos — tudo servido com sorriso e história
RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um ponto de parada e refresco para quem visita à Cocheira do Moizés, em Itu — sejam ciclistas, funcionários de empresas da região ou moradores de um condomínio ali perto — é o bar do Cornélio Moraes e da Rose Eugênio.
Quando perguntei ao Moizés Pereira, dono da cocheira (e cuja história você já conheceu aqui no blog), onde eu poderia encontrar a famosa coxinha, ele respondeu sem hesitar:
— Ali do lado. Fica na minha propriedade. Mas quem toca é a Rose.
Então, bora lá. Cheguei com o 2008 GT Turbo, da Peugeot, pronta para mais uma expedição do blog, com apoio da Stellantis.
Assim que entrei, Rose me recebeu com um simpático “boa tarde”.
— Eu vim atrás da famosa coxinha. O Moizés disse que é aqui...
Ela sorriu e respondeu:
— É pra agora? Quantas você quer?
Cornélio, seu companheiro, muito extrovertido, já se aproximou e a prosa começou. Ele é pecuarista, e logo puxamos assunto sobre os impactos do tarifaço do Trump — mas não fui longe. Meu objetivo ali era claro: o salgado.
Pedi logo seis para viagem, mas minha irmã — que sempre me acompanha nas matérias — interferiu:
— Eu quero comer uma aqui!
E olha só a cara da minha irmã ao provar a coxinha!

Rose é de Marília, interior de São Paulo, e está na região já há alguns anos. Ela adora cozinhar. Além dos salgados, serve almoço caseiro no local e também para retirada. Tudo no fogão a lenha, com aquele tempero típico do interior. Esse eu ainda preciso voltar para provar com calma.
Enquanto Cornélio atendia os demais clientes que passavam — entre uma cerveja e muitos “causos” — chegou a tão esperada coxinha. E não é qualquer coxinha: é de costela!

Rose faz, em média, 60 salgados por dia. Fecha às segundas-feiras, para descansar um pouco e fazer as compras da semana.
— E de onde vem esse dom? — perguntei.— Sempre trabalhei em casas de família... e gosto de cozinhar — respondeu, com simplicidade.— E por que de costela, e não de frango?— Resolvi fazer... e todo mundo gostou — concluiu, com aquele orgulho discreto de quem sabe o que faz.
Caiu na boca do povo. Rose sabe das coisas. Cozinha de mão cheia, com afeto — e isso cativa. A gente percebe na hora, pelo sabor.
Meu registro ficou na lembrança e na memória afetiva de um salgado que marcou um fim de tarde de sábado em julho.

Gratidão, Rose e Cornélio. Já é agosto, e eu voltei. Afinal, o bar do Cornélio já virou um dos meus pontos preferidos nos finais de semana. Desta vez levei meus pais — e estava bombando. As minhas coxinhas já estavam separadas. Eu e meu pai saboreamos as quatro logo de cara. Ah, e ainda oferecemos uma para um colega que estava ali e chegou atrás do salgado, que já havia terminado.
— Amanhã, domingo, os ciclistas ficarão sem — comentou Rose.
Por fim, enquanto tocava uma moda de viola no carro da Jô, que é de Salto, observei o pôr do sol e agradeci por mais um dia no meio do mato e em família.
Rose, Cornélio, muito obrigada!
Ah, o endereço. Você pode simplesmente digitar “Bar do Cornélio, Itu” no Google Maps e deixar que o GPS faça o trabalho. Mas, se preferir seguir a rota como se faz no interior, lá vai: Pegue a Estrada Marechal Rondon, no sentido Porto Feliz. Entre na entrada do Condomínio Botânica e siga pela Estrada Municipal, sem número, no bairro Itaim Mirim, em Itu. Passou a cocheira do Moizés, é ali mesmo — chegou.
É assim que a gente encontra os lugares por aqui. Com referências locais, pontos de apoio e aquela boa e velha orientação boca a boca, que nunca falha.
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