Uma imersão no agriturismo autêntico da Basilicata
Em uma jornada pelas colinas, vielas e tradições da Basilicata, no sul da Itália, Luis Dainese mergulha na essência do turismo de raízes e reencontra a alma de um país ainda pouco explorado

Você já conhece o Luis Dainese? Eu já falei por aqui sobre ele e sobre o trabalho incrível que realiza ao mostrar países e regiões do Brasil e do mundo com um olhar diferente — especialmente voltado para o agriturismo e o turismo de experiência.
Confira aqui as matérias do Dainese.
Agriturismo conquista brasileiros em busca de experiências autênticas – Noticias R7
Portugal além dos cartões-postais – Noticias R7
O que eu ainda não contei é que existem pessoas com as quais a gente sente como se já tivesse vivido muitos anos. Essa é a minha relação com ele.
Somos ítalo-brasileiros, temos amigos em comum e costumamos frequentar os mesmos espaços — como o Circolo Italiano, os eventos da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo (Italcam), entre outros encontros que celebram nossas raízes.
Acho que foi a Itália quem nos presenteou com essa conexão. Assim como o amor pelo turismo, pela gastronomia e, claro, pelo agriturismo.
Recentemente, o Dainese participou de uma expedição para a região da Basilicata, promovida pela ENIT, a Agência Nacional de Turismo da Itália. Uma equipe do Jornal da Record também esteve lá e voltou com reportagens incríveis. Eu, por aqui no Brasil, produzi essa viagem especial. Era para eu estar com todos eles, mas acredito que Deus sabe o tempo de todas as coisas.
O fato é que o Dainese conheceu a Basilicata com os meus amigos — e, através dele, também pude sentir um pouco dessa terra tão rica em cultura, beleza e emoção.
Deixo você agora com o artigo do Luis Dainese, da DPAN Turismo.
Encante-se. A nossa Itália é belíssima.
" De 14 a 20 de novembro de 2024, vivi uma das experiências mais transformadoras da minha trajetória no turismo: uma imersão profunda na região da Basilicata, no sul da Itália. A viagem, organizada pela ENIT – Brasil (Agência Nacional de Turismo da Itália), foi um convite especial que recebi com entusiasmo e gratidão. Participar deste projeto de resgate do chamado turismo de raízes foi como abrir uma janela para uma Itália ainda pouco conhecida, mas absolutamente rica em cultura, beleza e emoção.
Chegamos por Roma e logo seguimos rumo ao sul, atravessando paisagens que, a cada quilômetro, se tornavam mais genuínas e surpreendentes.
Nossa base foi a cidade de Policoro, acolhedora e banhada pelo Mar Jônico. Ali nos hospedamos e começamos a criar laços com o território. Mas foi em Rotondella, no alto de uma colina, que tive meu primeiro contato profundo com a alma lucana. Fomos recebidos calorosamente pelos moradores locais, com danças típicas e um banquete de sabores tradicionais. Andar por suas vielas era como atravessar um túnel do tempo: a história estava em cada pedra, em cada janela, em cada gesto.
O almoço em Tursi foi acompanhado por uma vista de tirar o fôlego. A cidade, empoleirada sobre as colinas, guarda registros importantes da Segunda Guerra Mundial. Caminhar por ali foi um mergulho em camadas de tempo, história e contemplação.
Em Valsinni, uma experiência me arrepiou: assistimos a uma encenação a céu aberto que contava a história real da cidade. Um narrador conduzia o enredo, enquanto personagens surgiam nas ruas e janelas — com direito a trovador e donzela em trajes de época, falando em dialeto local. A emoção foi intensa. Era como se o tempo tivesse parado.
E então veio Matera — o encantamento total. Caminhar pelos Sassi di Matera, casas escavadas na rocha e habitadas há milênios, é uma experiência quase espiritual. Tive o privilégio de me hospedar em um desses alojamentos históricos, hoje transformado em hotel. Uma sensação única, que recomendo a todos os passageiros da DPAN Travel que visitam a região.
Matera me tocou de forma profunda. Há lugares que visitamos e há lugares que nos transformam. Esta cidade me marcou como poucas. Meu coração ainda pulsa forte ao lembrar dessa viagem magnífica e de tudo o que vivi na Basilicata.
Essa experiência reafirmou, para mim, o poder do turismo de raízes. Ele vai além dos destinos: é sobre reconexão — com a nossa origem, com o passado, com a cultura viva de um povo. A Itália tem muitas faces. E a da Basilicata é, sem dúvida, uma das mais belas e autênticas que já conheci."
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