Uma parceria que começa antes do plantio do tomate
Relação de mais de duas décadas envolve escolha de sementes, manejo, produtividade e qualidade do tomate

A relação entre produtor rural e indústria tem papel central na produção de tomate destinado ao processamento.
O produtor rural Fábio Alves mantém uma parceria com a Kraft Heinz há mais de 20 anos.
“Sem dúvida, a preocupação nossa é produzir e cuidar da lavoura. Quando a Heinz vem com a muda do viveiro para a gente, é uma tranquilidade”, disse Fábio.
Antes de chegar à propriedade, a muda passa por um processo controlado em viveiros. As sementes são escolhidas de acordo com as condições de cada área e com as características esperadas para a safra.
“A gente define em conjunto qual semente vamos plantar em qual área da fazenda. E não plantamos a semente diretamente na fazenda do Fábio. A gente brinca que esse momento é muito delicado: é o ‘berçário’”, explicou Ariel Grunkraut, CEO da Kraft Heinz Brasil.
Segundo ele, os viveiros são preparados para controlar as condições de desenvolvimento da planta.
“Essas sementes são plantadas em viveiros construídos especialmente para isso, que são bem planejados e protegidos para garantir esse momento, que é o mais frágil da mudinha. Assim, ela pode crescer com a temperatura certa e com a quantidade de água controlada”, explicou Ariel.
Depois de aproximadamente 30 dias, as mudas são transplantadas para o campo, normalmente entre fevereiro e março.
“Quando a mudinha chega a esse momento da vida, fazemos o transplantio. Ela sai das bandejas e é implantada. Temos todo o processo controlado”, disse Ariel.
O trabalho, no entanto, começa anos antes de a semente chegar ao campo. O desenvolvimento de novos híbridos no laboratório da companhia é um processo longo, que busca combinar características como produtividade, qualidade e adaptação às condições de cultivo.

“A semente que vamos colher aqui foi desenvolvida no ano passado, nos Estados Unidos, e a gente a trouxe no início do ano. Mas esse desenvolvimento começa vários anos atrás. Então, o melhoramento genético é um processo bem longo”, afirmou Ariel.
Para Fábio, toda essa tecnologia e os cuidados com a lavoura ganham outro significado quando o produto chega ao consumidor.
“Eu acho muito fácil chegar à prateleira e pegar um produto. Você está ali vendo como funciona. É trabalhoso, mas é prazeroso. Eu falo que, quando chega fevereiro, chega a lavoura, a gente sente o cheiro da lavoura, da muda. Eu gosto muito. Então, é um prazer mexer com o tomate,” disse Fábio.

A satisfação aparece também quando ele encontra o produto no supermercado ou à mesa com os amigos.
“É muito prazeroso. Às vezes, eu viajo, chego na mesa com meus amigos e vejo um ketchup. Vou olhar qual é, e aí eles falam: ‘Olha só, o produto da Heinz’.”
Para o produtor, a relação com a cultura ultrapassa os aspectos técnicos.
“Tomate representa alegria.”
*A jornalista Fabi Gennarini viajou a convite da Kraft Heinz Brasil*
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