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Tensões no Oriente Médio recolocam bioenergia brasileira no radar

Volatilidade global reforça papel do agro na matriz energética

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A colheita de soja no Brasil apresenta produtividade acima do esperado.
  • A produção agrícola brasileira fortalece sua função como base energética, convertendo grãos em etanol e biodiesel.
  • O Brasil possui uma estrutura integrada entre produção agrícola e matriz energética, ampliando sua importância econômica.
  • As discussões da COP 30 destacam os biocombustíveis na transição energética, posicionando o agro brasileiro como vetor de segurança energética.

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Produção agrícola brasileira reforça sua função como base energética Freepik

A evolução da safra brasileira começa a produzir efeitos que vão além do campo. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento mostram avanço consistente na colheita de soja, com produtividade acima do esperado em regiões como Mato Grosso, enquanto o milho de segunda safra consolida a perspectiva de oferta elevada ao longo do ano.

Esse desempenho não se limita ao abastecimento alimentar. Em um momento em que o mercado global volta a lidar com a volatilidade do petróleo, a produção agrícola brasileira reforça sua função como base energética.


Grãos se convertem, cada vez mais, em insumo para etanol, biodiesel e biometano, ampliando a capacidade do país de responder a choques externos.

“Em um ambiente em que o mundo redescobre sua dependência de combustíveis fósseis, o Brasil reúne uma combinação difícil de replicar: escala agrícola, base renovável e capacidade de transformação industrial”, disse Daniel Barbosa, CEO da FEX Agro.


Daniel Barbosa, CEO da FEX Agro Foto cedida: FEX Agro

O avanço do etanol de milho sintetiza esse movimento. Ao integrar produção de combustível e coprodutos como o DDG, utilizado na nutrição animal, o modelo amplia o valor gerado dentro da própria cadeia.

Na prática, a safra passa a responder simultaneamente a demandas por alimento, energia e eficiência produtiva.


O tema ganha tração em meio às discussões da COP 30, que colocam os biocombustíveis e outras fontes de baixa emissão no centro da transição energética. Nesse contexto, o Brasil parte de uma posição já estruturada, com integração entre produção agrícola e matriz energética.

Para Barbosa, a conjuntura internacional reforça essa vantagem. “Quando petróleo, frete e logística voltam ao centro do debate, países capazes de produzir energia a partir do próprio campo passam a ter outro peso econômico”, afirmou.


Mais do que volume, o que está em jogo é a capacidade de transformar produção em estratégia. Em um cenário de incerteza global, o agro brasileiro deixa de ser apenas fornecedor de commodities e se consolida como um dos vetores da segurança energética.

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