A resposta da PF a Toffoli sobre operação do caso Master e o envio do material à PGR
Ministro determinou cumprimento de mandados em 24 horas, exigiu que o material apreendido fosse levado ao STF, depois autorizou que PGR realize perícias

Dois dias. Este foi o período de diferença entre a autorização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli para cumprimento de mandados solicitados pela Polícia Federal no caso Master e a segunda fase da Operação Compliance Zero. Mais de 40 equipes da PF foram às ruas cumprir a decisão judicial.
Mesmo assim, o ministro relator do caso questionou uma suposta “inércia” da PF em cumprir suas determinações, em negrito e caixa alta, em documento que tornou público no início da tarde desta quarta-feira (14).
No dia 12, o ministro respondeu a um pedido da PF para realizar buscas e algumas prisões. Ele deferiu em parte, mas não deferiu, por exemplo, o pedido de prisão do empresário João Carlos Mansur, da Reag - fundo investigado na operação.
Do dia 12 para dia 13, a PF realizou mapeamento e monitoração para planejar a operação. É a parte em que os endereços e paradeiro dos alvos são conferidos. Possíveis passagens aéreas identificadas para monitoramento e ponta pé inicial para o cumprimento assertivo dos mandados.
No dia 13, houve, por exemplo, a identificação de mudança de endereço de um dos alvos. Neste mesmo dia as mais de 40 equipes foram avisadas e convocadas para entrar mais cedo em preparo para a operação. Nesta quarta, a operação foi deflagrada.
Após toda a polêmica em torno da bronca dada pelo ministro no diretor da Polícia Federal, Toffoli ainda assinou outras determinações. Todo material recolhido pela PF nas buscas de hoje deveria ser levado ao Supremo Tribunal Federal. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, pediu que Toffoli reconsiderasse a determinação e explicou que a transferência poderia causar prejuízos à perícia.
O ministro Dias Toffoli negou a solicitação de Andrei e determinou um “modus operandi” para a transferência do material ao Supremo.
“Tendo em vista que os materiais apreendidos ainda não foram encaminhados a esta Suprema Corte, esclareço que para a custódia dos aparelhos e seus respectivos materiais telemáticos impõem-se que as autoridades custodiantes os mantenham eletricamente carregados e em modo desacoplado das redes telefônicas e de wi-fi, para a devida preservação de seu conteúdo e oportuna extração e periciamento pela autoridade encarregada. Essa responsabilidade é dos executores da ordem proferida”, diz o texto.
A operação cumpriu 42 mandados de busca e apreensão e um de prisão em cinco estados diferentes: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. A transferência do material apreendido não é o único desafio para as equipes da PF agora nessa investigação. No final do dia, o ministro autorizou que a PGR (Procuradoria Geral da República) ficasse responsável pelo material e realizasse as análises no lugar da PF.
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