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Caso Master: só Moraes e Gilmar mantêm apoio integral a Toffoli no STF

Devolução do processo à primeira instância da Justiça Federal é vista como forma de reduzir a tensão institucional

Natália Martins|Natália MartinsOpens in new window

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Fachada da sede do Banco Master, no bairro do Itaim, zona sul de São Paulo Renato S. Cerqueira/Ato Press/Estadão Conteúdo - 26.01.2026

Após semanas de controvérsias envolvendo a atuação de um ministro do Supremo Tribunal Federal, o Palácio do Planalto passou a demonstrar incômodo com a condução do caso e com a ausência de reação institucional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou informações sobre o comportamento de Dias Toffoli no inquérito relacionado a fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional, no âmbito do caso Banco Master.


Segundo relatos de interlocutores, Lula enxergou sinais de interferência no trabalho da Polícia Federal e manifestou preocupação com denúncias envolvendo familiares do ministro, citados em negócios com a Reag Investimentos.

A empresa aparece nas investigações do caso Master e também na Operação Carbono Oculto, voltada à apuração de lavagem de dinheiro atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC).


Auxiliares relatam atenção especial do presidente à preservação da credibilidade do Supremo. Outras fontes apontam distanciamento antigo entre Lula e Toffoli, além de ceticismo sobre eventual influência presidencial nas decisões do ministro.

No Supremo, o clima interno indica divisão clara. Sete ministros avaliam riscos institucionais decorrentes do desgaste provocado pelo caso, enquanto dois mantêm apoio integral a Toffoli. Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes externaram respaldo público ao colega. O presidente da Corte, Edson Fachin, divulgou nota recente em defesa da atuação do tribunal, com foco na proteção institucional e no papel do STF na democracia.


Nos bastidores, Fachin enfrenta pressões em sentidos opostos. Parte do colegiado defende medidas internas para mitigar danos à imagem da Corte. O presidente do Supremo sustenta a necessidade de um código de conduta, ressaltando inexistência de crime, embora reconheça dilemas éticos capazes de comprometer a confiança pública.

No Executivo e no Legislativo, parlamentares de diferentes campos políticos avaliam eventual capitalização política do episódio por parte do Planalto. A leitura predominante indica permanência de Toffoli no tribunal, acompanhada de uma saída intermediária: devolução do processo à primeira instância da Justiça Federal, estratégia vista como forma de reduzir tensão institucional sem ruptura direta.


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