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Crise na Abin: diretor indiciado e ameaça de greve de servidores

Em meio a denúncias de assédio e um indiciamento por obstrução de justiça, diretor-geral continua no cargo e servidores aprovam indicativo de greve

Natália Martins|Natália MartinsOpens in new window

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Agência Brasileira de Inteligência, que tem integrantes investigados Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Nesta terça-feira (24), servidores ligados à União dos Profissionais de Inteligência de Estado aprovaram indicativo de greve da categoria. Em nota, eles afirmam que “em resposta à crise institucional enfrentada pela Agência Brasileira de Inteligência, a entidade apresentará reivindicações formais” e afirma que se não houver “resposta satisfatória dentro do prazo estipulado, uma nova assembleia será convocada a adoção de operação padrão e paralisação”.

Já se passaram duas semanas desde que a Polícia Federal finalizou a investigação que ficou conhecida como inquérito da “Abin Paralela” e indiciou, entre outros nomes, Luiz Fernando Correa, o atual diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), indicado ao cargo pelo presidente Lula.


Luiz Fernando foi indiciado acusado de obstruir a investigação com outros membros da atual gestão da Abin. O ex-diretor-adjunto Alessandro Moretti, o ex-secretário de Planejamento e Gestão Paulo Maurício Fortunato Pinto, o chefe de Gabinete Luiz Carlos Nóbrega Nelson e o atual corregedor-geral, José Fernando Moraes Chuy.

Segundo a representação da Polícia Federal, o núcleo de embaraçamento da investigação atuou para “dificultar as investigações sobre a organização criminosa da gestão anterior, por meio de estratégias conjuntas com investigados, dificultando a entrega de provas, assediando e desacreditar a ex-corregedora e omitindo operações ilegais, manipulando informações e procedimentos internos”.


Até agora não houve nenhum comentário, por parte do presidente Lula nem da Casa Civil - órgão ao qual a Abin é subordinada - sobre a alta cúpula da agência, indiciada na investigação.

O atual diretor-geral da Abin já foi diretor-geral da Polícia Federal no mandato de Lula, entre 2007 e 2010.


O uso paralelo da Abin serviu para monitoramento de inimigos políticos de Bolsonaro, como ministros, políticos e até jornalistas. Segundo o relatório, a agência também teria sido utilizada para espionar servidores da Receita Federal que atuaram para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um suposto esquema de rachadinha na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

Ao todo, 36 nomes foram indiciados, e a PF qualificou crimes supostamente cometidos por Jair Bolsonaro no âmbito do uso paralelo da Abin.


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