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PF apresenta cronograma para depoimentos do caso Master

Polícia enviou datas e formato de depoimento ao ministro Dias Toffoli, que autorizou em despacho

Natália Martins|Natália MartinsOpens in new window

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Sede do Banco Master no bairro do Itaim-Bibi, na zona sul de São Paulo RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 19.01.2026

Investigadores da Polícia Federal enviaram ao ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal) uma proposta com novo cronograma de oitivas dos investigados no caso do Banco Master.

Segundo pedido, autorizado pelo ministro em despacho nesta terça-feira (20), os quatro primeiros depoimentos dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero serão ouvidos de forma online já na próxima segunda-feira (26).


No dia seguinte, terça-feira (27), outros quatro serão ouvidos presencialmente, no Supremo tribunal Federal. Veja calendário proposto:

26 de janeiro (videoconferência)

  • Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB (Banco de Brasília)
  • André Felipe de Oliveira Seixas Maia, empresário dono de uma empresa investigada no esquema
  • Henrique Souza e Silva Peretto, empresário dono de empresa supostamente usada nas fraudes
  • Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master

27 de janeiro (nas dependências do STF)

  • Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB
  • Luiz Antonio Bull, diretor de riscos, compliance, RH e tecnologia do Banco Master
  • Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio de Vorcaro no Banco Master
  • Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro no Banco Master

Inicialmente a PF pretendia dividir os depoimentos em até seis dias, mas o ministro determinou que as oitivas deveriam ocorrer dentro de um prazo de dois dias.


Não é a primeira vez que o relator interfere no modelo, data e estratégia de depoimento feito pela PF no caso Master.

O ministro cometeu atos fora do padrão ao definir uma acareação antes mesmo de haver versões a serem confrontadas, pois nenhum depoimento tinha sido colhido, e, em seguida, ao autorizar a segunda fase da operação, o ministro chegou a pressionar os investigadores publicamente via despacho em que afirmou que haveria inércia por parte da PF.


Toffoli também interferiu em como a perícia deveria ser feita, apontou a PGR como responsável pelo armazenamento do material apreendido e escolheu o nome dos peritos que deveriam realizar a análise. Todas medidas que normalmente são definidas pelo delegado do caso.

Em nota, a ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) afirmou, no último final de semana, que acompanha com “elevada preocupação” o desenvolvimento dessas investigações, porque, segundo eles, “há indícios de que prerrogativas legalmente asseguradas aos Delegados de Polícia Federal responsáveis pela condução do feito vêm sendo indevidamente mitigadas”, afirmando que esse cenário “compromete, inclusive, a adequada elucidação dos fatos”.


Sob reserva, delegados envolvidos vêm relatando desconforto com a condução por parte do ministro Dias Toffoli, que segue tomando decisões atípicas no caso.

A investigação começou sendo controlada no âmbito da Justiça Federal, mas o ministro Dias Toffoli determinou no final de 2025 que a competência sobre as investigações do Banco Master seriam da Suprema Corte, devido a um contrato imobiliário encontrado com Daniel Vorcaro, dono do Master, em nome do deputado Federal João Carlos Bacelar (PL-BA), que tem foro privilegiado.

Bacelar, no entanto, não figura como investigado no caso, pelo menos por enquanto.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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