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PF faz operação para apurar desvio em emendas destinadas pelo gabinete do deputado Elmar Nascimento

Ex-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira, e prefeito de Campo Formoso, Elmo Nascimento, foram alvo da operação

Natália Martins|Natália MartinsOpens in new window

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PF cumpriu mandado de busca e apreensão na cidade de Campo Formoso (BA) Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) está nas ruas cumprindo 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). É a quinta fase da operação Overclean, apurada em conjunto com CGU (Controladoria-Geral da União) e a Receita Federal.

As ordens foram cumpridas nas cidades de Salvador, Campo Formoso (BA), Senhor do Bonfim (BA), Petrolina (PE), Mata de São João (BA) e Brasília.


RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal realiza a quinta fase da operação Overclean para investigar desvios em emendas parlamentares do deputado Elmar Nascimento.
  • Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em várias cidades da Bahia, Pernambuco e Brasília.
  • O esquema envolve manipulação de licitações e obstrução da investigação, com bloqueio de R$ 85,7 milhões em contas de investigados.
  • Os crimes investigados incluem organização criminosa, corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

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Segundo a PF, o núcleo investigado “atuou na manipulação de procedimentos licitatórios e desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares”.

As emendas foram destinadas pelo gabinete do deputado federal Elmar Nascimento (União-BA), por meio da Codevasf, para o município de Campo Formoso, onde o irmão de Elmar, Elmo Nascimento, é o prefeito.


Segundo a PF, a destinação foi feita “mediante pagamento de vantagem indevida” e os investigados ainda teriam atuado para obstrução da investigação.

O STF também determinou o bloqueio de R$ 85,7 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas, entre elas a do empresário José Marcos de Moura, conhecido como Rei do Lixo. Ele já foi alvo da operação em outras fases e é apontado como operador financeiro no esquema.


Alex Parente, preso na primeira fase, também foi alvo de bloqueio. Segundo fontes da investigação, as empresas dele ganharam contratos suspeitos em campo formoso.

Os crimes apurados incluem integrar organização criminosa, embaraço a investigação, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos e lavagem de dinheiro.


O blog entrou em contato com os investigados na operação, mas ainda não obteve resposta.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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