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PF investiga grupo Fictor após proposta para comprar o Master

Polícia abriu inquérito para apurar como o grupo que anunciou recuperação judicial pretendia adquirir o banco

Natália Martins|Natália MartinsOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o grupo Fictor por crimes financeiros.
  • O grupo pediu recuperação judicial e fez proposta para a compra do Banco Master, mesmo em crise.
  • A investigação busca esclarecimentos sobre os termos e condições da proposta de compra.
  • Há suspeitas de que o Fictor estaria captando recursos ilegalmente para financiar a aquisição.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Inquérito foi aberto após o grupo Fictor pedir recuperação judicial Grupo Fictor/Divulgação/Arquivo

A Polícia Federal abriu nesta quarta-feira (4) um inquérito para apurar quatro crimes contra o sistema financeiro nacional supostamente praticados pelo grupo Fictor. São os crimes de gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro e operar como instituição financeira sem autorização.

O inquérito foi aberto após o grupo pedir recuperação judicial. O problema é que no final de 2025 eles estavam fazendo proposta para a compra do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.


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A abertura do inquérito foi revelada pelo jornalista Valdo Cruz e confirmada pelo blog.

O grupo já aparecia na investigação original de fraudes encontradas no caso do Banco Master, mas a PF encontrou indícios suficientes para pedir abertura de um inquérito à parte.


Diferentemente do inquérito do Master, a investigação será submetida à Justiça Federal em São Paulo, onde a sede do banco funciona.

Grupo Fictor em recuperação judicial

No dia 1º de fevereiro, os advogados do grupo Fictor entraram com pedido de recuperação judicial, que é um mecanismo utilizado por empresas em grave crise financeira para evitar a falência. Se autorizado pela Justiça, ações e execuções de dívidas são suspensas por 180 dias, permitindo a renegociação do passivo com credores sob fiscalização judicial.


Segundo o documento protocolado pelos advogados do grupo, os compromissos financeiros somam cerca de R$ 4 bilhões.

Mas, para uma empresa que estava em crise financeira, investigadores consideraram muito suspeita a oferta feita para a compra do Banco Master, que também atravessava grave falta de liquidez.


A afirmação sobre a possível compra foi feita por Daniel Vorcaro em depoimento após a operação Compliance Zero. Agora a polícia quer saber quais seriam os termos dessa compra, quanto o Fictor pagaria e como seria esse pagamento.

Segundo investigadores envolvidos que falaram sob anonimato, eles não tinham “bala na agulha” para isso. “Parece tudo mais uma manobra para dar sobrevida ao banco [Master]”.

De acordo com as fontes, há fortes indícios de que o Grupo Fictor estaria captando recursos de forma ilegal, sem a devida autorização da Comissão de Valores Mobiliários.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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