Próximos passos no caso Master: nova reunião com ministro e análise da perícia
Após assumir a relatoria do caso Master, ministro André Mendonça quer dar celeridade ao andamento das investigações
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Foi agendada para a próxima semana uma nova reunião entre a equipe que investiga fraudes contra o sistema financeiro nacional a partir do banco Master, da Polícia Federal, e o novo ministro relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça.
Nessa reunião, a PF deve apresentar relatórios preliminares do que foi analisado até agora e um novo cronograma de ações na investigação. Devem participar dessa reunião delegados e agentes à frente da apuração e apenas um superior hierárquico.
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Mendonça busca se manter afastado de membros da alta gestão, como o próprio diretor geral da PF, Andrei Rodrigues.
Depois de uma primeira reunião na semana passada, o ministro flexibilizou várias regras estabelecidas de forma atípica pelo ex-relator, Dias Toffoli, como ter dado a custódia das provas colhidas na operação Compliance Zero na PRG (Procuradoria Geral da República) e a definição de nomes específicos para a perícia.
Para pessoas com conhecimento sobre a investigação, Mendonça já começou suas ações na relatoria demonstrando alto nível técnico. Em documento de 11 páginas, o ministro autorizou uma série de pedidos da PF, dando mais autonomia, desde a escolha livre de peritos e membros para a equipe de investigação, à custódia natural das provas, para que os peritos não tenham que se deslocar até a PGR para realizar análises.
Mendonça também fez um alerta sobre a compartimentação de informações, ou seja, sobre a divisão de informações sigilosas entre pessoas da própria equipe que investiga, para apenas o necessário.
A análise de investigadores que falaram com o blog, sob reserva, é de que Mendonça tem tido a mesma postura que adota na condução de outra importante investigação que está sob sua relatoria. A da operação “Sem Desconto”, que apura desvio de dinheiro de aposentados e pensionistas do INSS por descontos associativos. O padrão, segundo fontes, é de “liberdade à investigação e celeridade”.
Com a autorização para que a PF selecione quem for preciso para analisar pelo menos uma centena de materiais apreendidos, Mendonça acelera a produção dos relatórios, em especial, dos celulares de investigados.
Um primeiro celular-bomba de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, já trouxe muita informação sobre relações políticas do banqueiro, mas um conteúdo amplo sobre fundos de investimento ligados ao Master.
Os outros quatro celulares do banqueiro já tiveram conteúdo extraído, mas ainda não foram analisados. A PF deve agora indicar, além de agentes que têm feito especialização para essas análises, também novos peritos criminais para a elaboração de laudos técnico-científicos sobre movimentações de dinheiro nesses fundos de interesse de Vorcaro.
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