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Alemanha deve proibir venda de armas à Turquia e Arábia Saudita 

País está criando lei, seguindo tratado internacional, para proteger direitos humanos, mas resta saber se ela será implementada

Nosso Mundo|Eugenio Goussinsky, do R7

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Alemanha vendeu tanques Leopold 2 à Turquia
Alemanha vendeu tanques Leopold 2 à Turquia

Quando um país vende arma a outro, tem de estar consciente de como esta será usada. Há inclusive o Tratado sobre Comércio de Armas, assinado em 2014, no âmbito da Organização das Nações Unidas, no qual os países vendedores necessitam ter controle de onde vão parar esses armamentos.

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A venda tem de ser bloqueada, por exemplo, quando se percebe que o material chega a grupos clandestinos ou a governos autoritários que desprezam os direitos humanos.

Com base nesse conceito, a Alemanha, signatária do acordo, não gostou nada de ver tanques de batalha do exército alemão, como o Leopard 2, vendidos à Turquia, terem feito parte da ação militar do país contra os grupos curdos do YPG, na Síria.


E deverá deixar de vender armas para o país, assim como para a Arábia Saudita e para os EAU (Emirados Árabes Unidos). Uma nova legislação está sendo elaborada para impedir as exportações de armas a essas nações, segundo informou o Independent. Resta saber quando, e se, ela será implementada.

O argumento do governo alemão é o de que esses equipamentos estão sendo utilizados em ações que desrespeitam os direitos humanos, com ataques a hospitais, escolas, sem a preocupação em atingir civis ou adversários acuados. Além das operações turcas contra os curdos, os alemães também mencionaram Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos pelo papel que desempenham na guerra no Iêmen.


A decisão de criar a lei irá ocorrer mesmo com prejuízos econômicos, já que as vendas foram volumosas entre 2013 e 2017, com a Arábia Saudita gastando quase 2 bilhões de dólares em compra de armas alemãs.

Tal iniciativa vem em meio a uma onda que começa a se manifestar na Europa, com o Reino Unido, que por enquanto manterá a venda aos sauditas, também se solidarizando a vítimas iemenitas que morreram em um bombardeio durante um casamento.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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