Corinthians precisa ter coragem e jogar em função de Boselli

Não é possível que um atacante com experiência internacional, que marcou 222 gols na carreira, esteja rendendo tão pouco; não é culpa dele

Boselli tenta ganhar uma jogada no clássico

Boselli tenta ganhar uma jogada no clássico

Daniel Vorley/Agência Estado/26-10-19

É impossível ver Boselli correr de um lado para o outro, buscar jogo e ter uma atuação quase inoperante pelo Corinthians e não se perguntar o que acontece com o bom atacante argentino.

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A resposta pode desvendar as principais dificuldades de Fábio Carille na montagem da equipe. Para ele, parece que basta colocar o atacante que isso já é suficiente. Não. Para um atacante funcionar, é preciso ter um esquema que, efetivamente, leve em consideração o ataque.

Neste jogo contra o Santos, houve até uma evolução tática, com Vágner Love jogando mais como um segundo atacante, perto da área. E não como um ponta, ou até lateral, função que ele exerceu, por exemplo, contra o São Paulo.

A mudança não surtiu muito efeito. É preciso mais. Não é possível que um atacante com experiência internacional, que marcou 222 gols na carreira, esteja rendendo tão pouco na equipe. Não é culpa dele.

A questão é que o esquema corintiano claudica quando ataca. É incompleto. Não há meias de aproximação. Não há variações em jogadas com Pedrinho, o jogador mais criativo do time, que apenas entra em diagonal. Os laterais quase não avançam para a linha de fundo.

O próprio Carille já repetiu várias vezes que falta profundidade ao Corinthians. Os jogadores continuam com as explicações de "que não estão pisando na área".

É hora de jogadores e técnico pararem um pouco com clichês e encontrarem um esquema que respeite as características dos atacantes. Parafraseando o ditado, não basta parecer que se quer atacar. É preciso querer atacar.

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