Nosso Mundo É melhor não cair para a Série B do que ser campeão da Copa do Brasil

É melhor não cair para a Série B do que ser campeão da Copa do Brasil

O Corinthians voltou a jogar muito mal contra o América-MG, pela Copa do Brasil, mas, agora deve voltar as atenções para se manter na Série A

  • Nosso Mundo | Eugenio Goussinsky, do R7

Jogadores não estão conseguindo reagir

Jogadores não estão conseguindo reagir

Marco Galvão/Agência Estado/28-10-20

Mais do que nunca o Corinthians precisa colocar os pés no chão. A crise está crescendo no clube. O elenco não reage. Em campo, os jogadores têm se mostrado inseguros e sem nenhuma iniciativa.

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O resultado do jogo contra o América-MG, na quarta-feira (28), foi mais do mesmo, nesta saga que parece interminável para o torcedor corintiano.

O América-MG jogou por uma bola, não deixando o Corinthians criar uma chance sequer no segundo tempo. E venceu por 1 a 0. Era algo surreal, ver a ineficiência dos jogadores Corinthians, com trocas de passe sem sentido nenhum, erros inacreditáveis e total falta de entrosamento.

Foi, sem dúvida, uma das piores partidas da história do Corinthians. Se soma às outras que têm ocorrido em tempos mais recentes, como na partida contra o Santos, em 2019, pela semifinal do Paulista, as duas contra o Palmeiras, no Paulista de 2020, e várias no Brasileiro deste ano, até culminar com a derrota de 5 a 1 para o Flamengo. Mesmo nas vitórias choradas, o time não consegue fluir.

Neste sentido, há uma depressão pandêmica no clube. Ela não cede. Ramiro, que era um bom jogador no Grêmio, parece que não consegue jogar. Corre, corre, para render muito pouco.

Luan, por sua vez, é o típico jogador que se encolhe diante das adversidades. Não é uma crítica, é uma constatação. Ele precisa de paciência e acolhimento, mas vá pedir isso para a torcida do Corinthians nesse momento.

Quando Boselli está em campo, ele, que é um bom jogador, se mostra uma nulidade. Quase não toca na bola que, por outro lado, não chega até ele. Fica uma situação sem solução. E dá a impressão de que os próprios jogadores estão desmotivados para encontrá-la.

No futebol brasileiro, a grande maioria só pensa em si. Quando tem a chance, deixa a arrogância tomar conta e prioriza competições, coloca tudo na Libertadores, que, outrora, já foi um peso, principalmente nos anos 70. Vai atrás de modismos, movido pelos modismos de seus torcedores.

Um dia eu gostaria que um clube que tivesse poupado jogadores, arrogantemente, no Brasileiro, pensando na Libertadores, caísse para a Série B. Tomaria, com isso, um banho de arrependimento.

O Corinthians agora, precisa de modéstia, para sobreviver na Primeira Divisão. Não deve entregar jogo nenhum, mas uma desclassificação da Copa do Brasil seria um alívio.

O momento é outro. O clube precisa das poucas forças que tem para se manter na Série A e evitar um estrago maior no futuro. Senão, o Corinthians, que já teve o mundo aos seus pés há menos de oito anos, terá de começar tudo de novo.

Nem os R$ 300 milhões dos naming rights do estádio, em 20 anos, tão glorificados pela diretoria, serão capazes de cobrir uma ínfima parte do rombo que haveria com o clube na Segunda Divisão, tendo de pagar as parcelas da agora Neo Química Arena. A situação ficaria muito complicada. O Botafogo explica.

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