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Saiba como piratas voltaram a aterrorizar os mares do Caribe

Eles agiram de forma cruel, jogando vítimas ao mar, com pesos presos nos pés, conforme relato de quatro sobreviventes que nadaram até a costa

Nosso Mundo|Eugenio Goussinsky, do R7

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Piratas atacaram quatro navios de pesca
Piratas atacaram quatro navios de pesca

Eles já não usam tapa-olhos, nem sorriem com dentes prateados ou usam chapéus de três lados. Mas ainda assustam os que navegam pelos mares do Caribe, ainda mais em tempos de crise.

Os piratas, aqueles que invadem embarcações para sequestrar ou roubar, voltaram a agir nas proximidades do Suriname, na última semana. Quatro navios de pesca foram atacados de forma brutal pelos invasores, na costa do país.


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Pelo menos três pescadores da Guiana foram mortos e 16 estão desaparecidos. Os piratas chegaram de repente, armados com facões.


E agiram de forma cruel: jogaram as vítimas ao mar, com pesos presos nos pés, conforme relato de quatro sobreviventes que conseguiram nadar até a costa.

A Guarda Costeira, que ouviu os depoimentos, suspeita que os assaltantes são da Guiana, por causa do sotaque descrito pelos pescadores.


Guarda Costeira, membros da Associação Coletiva de Pesca e navios da polícia rastreiam a área em busca de sobreviventes e à procura dos criminosos. Sete suspeitos foram detidos.

O presidente da Guiana, David Granger, lamentou o retorno deste tipo de criminalidade, que segundo ele estava contida há pelo menos dois anos, com vigilância e patrulhas.


Ele descreveu o ataque como "um grande massacre e uma grande tragédia" e admite que pelo menos 10 pessoas podem ter morrido nessas ações.

Já o presidente da Associação Coletiva de Pesca, Mark Lall, lembrou à, Associated Press, que em fevereiro esse tipo de atividade recomeçou, quando um capitão de navio surinamês resistiu a um assalto e foi morto por piratas.

Lall vê a situação atual bem diferente da do passado, quando um aspecto até "romântico" fazia parte da atividade, que, apesar de criminosa, era feita de maneira menos violenta.

"No passado, eles costumavam fugir com o barco ou com o motor do barco. Mas agora vidas humanas não contam".

Este tipo de pirataria, visando embarcações menores, tem caracterizado a região, marcada por dificuldades econômicas e que se estende desde a Colômbia até a Guiana Francesa. A Venezuela também teve aumento desse prática, em função da crise no país.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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