Caso Henry Borel: defesa de Jairinho faz ofensiva para tirar julgamento do Rio de Janeiro
Defesa de Monique Medeiros faz movimento contrário: assina a ata de audiência e diz que fará o júri

Os advogados de Jairo Souza Santos Júnior, o ex-vereador Dr. Jairinho, entraram com um pedido para tirar do Rio de Janeiro o julgamento do caso Henry Borel, marcado para o dia 23 de março de 2026.
Na petição, a defesa afirma que a cidade foi tomada por uma mobilização pública tão intensa que já não haveria mais garantia de um júri imparcial. Os advogados querem suspender o processo e transferir o julgamento.
No documento, a defesa sustenta que o caso deixou de ser apenas alvo de cobertura jornalística e passou a ser cercado por uma verdadeira campanha de pressão social.
Os advogados citam mais de 280 outdoors espalhados pela cidade, além de panfletos, cartazes, adesivos em veículos, kits de mobilização, passeatas, grupos de aplicativos e forte atuação nas redes sociais.
Segundo a petição, esse cenário teria criado um ambiente de “pré-julgamento” contra o réu, com potencial para influenciar diretamente os jurados convocados para a sessão.
A defesa argumenta que o conselho de sentença — que será formado por sete jurados — já estaria sendo exposto diariamente ao material de campanha, inclusive nas imediações do fórum e em pontos de grande circulação da cidade.
Para sustentar o pedido de transferência do julgamento, que deveria começar nesta segunda-feira, a defesa de Jairo recorre ao artigo 427 do Código de Processo Penal, que prevê o desaforamento quando houver dúvida sobre a imparcialidade do júri.
Os advogados também citam precedentes judiciais para argumentar que não é preciso haver prova absoluta de parcialidade, bastando uma dúvida fundada sobre a isenção dos jurados.
Além de pedir a transferência do julgamento, a defesa requer, em caráter liminar, a suspensão do processo até que o tribunal analise o caso. Como possíveis destinos para a nova sessão, os advogados mencionam cidades como Brasília, Curitiba, Paraty, Itaperuna e Nova Friburgo.
O pedido ainda será analisado pela Justiça.
Mas a defesa de Monique Medeiros se manifestou contra o adiamento e o desaforamento do júri. Os advogados já assinaram a ata de audiência e se comprometeram com a juíza a abrir mão de ouvir uma testemunha-chave.
Nesta semana, este blog adiantou com exclusividade que a babá Thayná Oliveira Ferreira — principal testemunha convocada pela defesa de Monique Medeiros — desapareceu às vésperas do júri. Os oficiais de Justiça não conseguem localizar a babá.
Ligada à família do coronel Jairo, ela teve um papel central e contraditório, apresentando versões divergentes que, inicialmente, protegiam e, posteriormente, incriminavam o ex-vereador Dr. Jairinho.
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