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Porta de Delegacia - por Thais Furlan
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Exclusivo: polícia reabre o caso da morte da menina Victoria, assassinada em excursão escolar

Chefe da investigação garante que objetivo do criminoso era o abuso sexual contra a jovem de 17 anos e cogita participação de cúmplice

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • A polícia reabriu o caso da morte de Victoria Natalini, uma adolescente assassinada em uma excursão escolar há quase 10 anos.
  • As investigações anteriores foram consideradas insuficientes, com testemunhas importantes não sendo ouvidas.
  • O objetivo do crime foi identificado como abuso sexual, e a morte foi uma consequência disso.
  • A família de Victoria contratou investigadores particulares, que confirmaram que ela foi assassinada por asfixia mecânica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Menina foi assassinada em passeio de escola que valia nota e há indícios de que o caso foi abafado Reprodução/Instagram @victorianatalinivive

O DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa) voltou a investigar o assassinato de Victoria Natalini. A polícia entendeu que testemunhas importantes deixaram de ser ouvidas na época da morte e que as diligências para descobrir o assassino não foram esgotadas durante as investigações.

A Justiça concordou com a reabertura do inquérito, e uma força-tarefa no maior departamento de homicídios do país foi criada para tentar colocar fim ao mistério: quem matou Victoria Natalini?

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Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, que está à frente do caso, afirma: “Os mais especializados profissionais de todas as áreas do departamento estão nessa missão. O que posso adiantar é que o objetivo do assassino era o abuso sexual. A morte foi uma consequência.”

Duas testemunhas — consideradas muito importantes para a polícia — já foram ouvidas. O blog confirmou que o depoimento delas pode colocar em xeque o álibi de um potencial suspeito.

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Nos próximos dias outras seis pessoas deverão ouvidas novamente. A polícia adianta que trabalha em várias frentes. E com mais de uma hipótese, incluindo autor e coautor para o homicídio.

Viagem escolar que virou tragédia

Victoria foi assassinada aos 17 anos durante uma excursão escolar para uma fazenda em Itatiba, no interior de São Paulo.

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Ela foi morta sob a tutela da escola. Não era uma atividade recreativa. Era pedagógica. Valia nota. A família confiou que a filha estaria segura lá.

O caso foi investigado pela polícia de Itatiba — que rapidamente e com pouca investigação — concluiu que Victoria morreu de causa indeterminada, sugestiva de morte natural, descartando que ela tenha sido vítima de qualquer tipo de violência.

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Só que Victoria não tinha nenhum problema de saúde. A jovem embarcou no ônibus com os outros 33 alunos da escola Waldorf Rudolf Steiner para a atividade escolar sem qualquer doença ou sintoma.

Logo, uma informação chamou a atenção do pai de Victoria, João Carlos Siqueira Natalini, e da madrasta da menina, Cris Freitas: O corpo foi encontrado num local em que não ocorriam as atividades pedagógicas.

Victoria não poderia estar desacompanhada, no meio do mato, fora do local de estudo, durante a atividade. Havia muitas lacunas nessa trágica história, e o dois — João e Cris — logo de cara entenderam que o laudo do IML (Instituto Médico Legal), a perícia no local, a investigação e muitos dos relatos não batiam. Poderia ali ter acontecido um crime que estaria sendo abafado.

Com a polícia negando o homicídio, eles decidiram agir: contrataram uma equipe particular de investigação. Dois importantes nomes da perícia policial e da medicina legal do país integraram a equipe e constataram que Victoria foi assassinada. A investigação foi transferida de Itatiba para São Paulo. E uma junta médica do IML da capital atestou: Victoria havia sim sido assassinada, vítima de asfixia mecânica na modalidade de sufocação direta. João e Cris estavam corretos.

“A polícia deixou de investigar e perdeu tempo valioso. Pistas e provas importantes poderiam ter levado ao assassino”, diz o pai da menina.

Mas a investigação na época não andou, e o caso foi arquivado. Agora, quase 10 anos depois, o DHPP — com uma nova direção — reabriu o inquérito.

Procurada para comentar o assunto, a direção da escola Waldorf Rudolf Steiner não quis gravar entrevista. A assessoria de imprensa emitiu apenas uma nota, como faz desde o assassinato da aluna deles, há 10 anos.

O texto diz que a perda de Victoria Natalini é sentida até hoje. E que funcionários da escola foram injustamente denunciados pelo Ministério Público por abandono de incapaz. A nota ressalta que a viagem para a fazenda foi bem planejada, com supervisão adequada, por profissionais dedicados a garantir a segurança dos alunos.

Ivalda Alexo é taxativa: “O tempo é a verdade que foge. A gente não pode mais perder tempo”.

Hoje, o Caso Victoria Natalini será o tema do Doc Investigação. O programa vai trazer entrevistas e relatos inéditos sobre esse mistério que desafia a polícia de São Paulo. É 22h45, na tela da Record.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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