Por que Lula não pressiona pela saída de Moraes do STF em meio a escândalo do Master
Grande parte da política é grata à atuação diante de grandes processos, inclusive o presidente Lula
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Apesar das suspeitas que relacionam o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes ao escândalo do Banco Master, não há um movimento do Palácio do Planalto para forçar a saída do ministro do tribunal.
Um dos principais motivos passa pela relação entre Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entorno do governo, há a percepção de que o ministro teve papel decisivo na contenção de ameaças à ordem democrática — o que gerou, inclusive, um sentimento de gratidão por parte de Lula.
Moraes entrou no Supremo em 2017. Foi em março de 2019, quando assumiu a relatoria do inquérito das fake news, que foi alçado à posição de pivô da defesa da democracia brasileira.
Com o inquérito dos atos antidemocráticos e, na sequência, o inquérito das milícias digitais, todos sob sua relatoria, abriram-se novas frentes de combate ao radicalismo, em especial no ambiente de amplificação do ódio e da desinformação propiciado pelas plataformas digitais.
Em 2022, como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro garantiu a legitimidade do voto popular nas eleições.
Em um dos processos eleitorais mais disputados da história democrática brasileira, Moraes enfrentou discurso de ódio e práticas criminosas de propagação de desinformação. E, diante deste cenário, foi firme em decisões.
Mesmo com vários feitos, o ministro teve mais destaque pela condução do processo da tentativa de golpe de Estado após o pleito de 2022. Moraes comandou um processo que teve como alvo um ex-presidente e militares de alta patente.
Grande parte da política e dos brasileiros é grata por isso, inclusive o presidente Lula. No Brasil, a memória é curta e, digamos, estratégica.
Dúvidas sobre Moraes e Vorcaro
No início de março, a Polícia Federal achou informações no celular do banqueiro Daniel Vorcaro que indicam relação entre o empresário e Moraes.
O ministro, contudo, afirmou que uma mensagem supostamente enviada a ele pelo banqueiro é uma “ilação mentirosa”. Apenas isso.
A investigação da PF, contudo, mostrou que o ministro teria reagido a mensagens que recebeu de Vorcaro.
Há várias lacunas sobre essa relação. Moraes ainda não explicou o motivo das trocas de mensagens no dia da primeira prisão do banqueiro. Também nunca falou se esteve ou não na casa de Vorcaro em Brasília.
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