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Veja as críticas feitas por Gilmar Mendes ao manter prisão de Vorcaro

No começo, citou a operação Lava Jato sobre o risco de ‘atropelo a ritos processuais’

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Gilmar Mendes critica relator do caso, André Mendonça, ao votar pela prisão preventiva de Daniel Vorcaro.
  • Gilmar menciona riscos de atropelo a ritos processuais e faz alusão à operação Lava Jato.
  • Aponta para práticas processuais autoritárias e ressalta o uso de conceitos elásticos para justificar prisões.
  • Critica a transferência de Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília sem fundamentação adequada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gilmar disse que houve 'práticas processuais autoritárias da famigerada Operação Lava Jato' Marcelo Camargo/Agência Brasil - 08.01.2025

Ao votar pela prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes fez críticas ao ministro André Mendonça, relator do caso.

No começo, fez uma alusão à operação Lava Jato e citou o risco de “atropelo a ritos processuais” no caso.

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“O apelo a conceitos porosos e elásticos para a decretação de prisões preventivas recomenda um olhar crítico. Afinal, em um passado recente, essas mesmas fórmulas foram indevidamente invocadas pela força-tarefa da Lava Jato para justificar os mais variados abusos e arbitrariedades”, disse.

Gilmar disse que houve “práticas processuais autoritárias da famigerada Operação Lava Jato”, que, “ultrapassaram todas as raias da legalidade”.

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Gilmar também disse que algumas das expressões usadas na decisão, Mendonça usou “recurso a clichês que serviriam para justificar a prisão de qualquer pessoa que é acusada de um crime”.

Segundo o ministro, há uma ampla difusão de informações de conteúdo negativo, e até mesmo pejorativo, sobre os investigados, seus parentes e ex-companheiros ou ex-companheiras, as testemunhas do processo.

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O ministro ainda afirmou que existem fatores que justificam a prisão preventiva dos acusados para evitar que, soltos, possam atuar para prejudicar o bom andamento das investigações.

“Mas guardo reservas em relação ao uso de conceitos elásticos e juízos morais, como ‘confiança social na Justiça’, ‘pacificação social’ e ‘resposta célere do sistema de Justiça’, como atalhos argumentativos para fundamentar a prisão preventiva”, apontou.

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Ao fim, reclamou que as prisões de Vorcaro e outras pessoas investigadas no caso Master tenham sido decretadas sem que a PGR (Procuradoria-Geral da República) tenha concordado com a medida.

Transferência

Vorcaro foi preso de forma preventiva em 4 de março. Inicialmente, ele foi levado para o Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Depois, foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, no interior paulista.

Em 6 de março, Vorcaro foi levado para a Penitenciária Federal de Brasília. Gilmar criticou a transferência para o presídio na capital federal, afirmando que a decisão não tinha “fundamentação substancial e analítica” para justificar a necessidade da medida.

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