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A cada dez alunos de medicina em instituições privadas, quatro não atingiram nota no Enamed

Balanço divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Educação aponta déficit no ensino das universidades pagas

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Quatro em cada dez alunos de medicina em instituições privadas não atingiram nota mínima no Enamed 2025.
  • O MEC avaliou 351 cursos, e 30% foram considerados insatisfatórios.
  • 54 cursos de medicina enfrentarão sanções por desempenho abaixo do esperado.
  • Ministro Camilo Santana criticou mensalidades altas em cursos deficitários e defendeu a importância do interesse dos alunos nas avaliações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Camilo Santana divulgou dados nesta segunda-feira em café com jornalistas Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - arquivo

Quatro a cada dez alunos de medicina em universidades privadas com fins lucrativos não atingiram nota mínima no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) 2025. Ao lado das instituições especiais (de economia mista) e universidades municipais, as privadas apresentaram os piores desempenhos na prova.

Veja o percentual dos alunos que alcançou a proficiência mínima necessária:


  • Federais - 83,1%
  • Estaduais - 86,6%
  • Municipais - 49,7%
  • Privada sem fins lucrativos - 70,1%
  • Privada com fins lucrativos - 57,2%
  • Especial - 56,5%

Ao todo, 351 cursos foram avaliados pelo MEC (Ministério da Educação) e cerca de 30% estão na faixa considerada insatisfatória. Conforme mostrou o R7 Planalto, 54 cursos de medicina vão sofrer sanções de redução do número de alunos até os resultados da nova edição do Enamed.

De acordo com o Ministério, 89 mil alunos realizaram a prova, entre concluintes do curso de medicina e formados que tentaram ingressar na residência médica.


Para o titular da pasta, Camilo Santana, não é razoável que um aluno pague acima de R$ 10 mil de mensalidade em um curso deficitário. O ministro também rebateu a defesa das instituições privadas de que a nota foi baixa por falta de interesses dos estudantes no exame.

“Fizemos um cruzamento de dados e vimos que quase 100% dos alunos das instituições privadas também se inscreveram no Enare (Exame Nacional de Residência) [que agora usa a nota do Enamed para o ingresso dos alunos]. Ou seja, eles tinham interesse em sair bem na avaliação”, afirmou Camilo.


As instituições que tiveram notas na faixa 1 e 2, ou seja, com menos de 60% de proficiência dos alunos, tem um prazo de um mês para apresentar recursos ao MEC. Sanções previstas envolvem suspensão de entrada de novos alunos e redução de vagas.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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