A mudança de postura de Raquel Lyra em relação a Lula
Governadora deve apoiar presidente e abrir mão do eleitorado bolsonarista em Pernambuco
R7 Planalto|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília
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A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), pode adotar, nestas eleições, postura diferente da adotada em relação ao presidente Lula em 2022. Eleita no pleito passado, Raquel deve buscar a reeleição em outubro.
Segundo interlocutores, a tendência é que ela declare apoio a Lula, ainda que o gesto não venha acompanhado de um alinhamento formal entre partidos.
Aliados afirmam que a entrada de Raquel no PSD teve como pano de fundo a garantia de que ela teria liberdade para caminhar ao lado de Lula no plano nacional.
A sigla, comandada por Gilberto Kassab, pode lançar candidato próprio ao Planalto, mas não deve apoiar oficialmente o petista. A conta, portanto, pode fechar com um arranjo informal: apoio declarado da governadora, sem carimbo oficial do partido.
O gesto, se confirmado, será diferente de 2022. Naquela eleição, ainda no PSDB, Raquel adotou postura de neutralidade estratégica. Não atacou nem declarou apoio a Lula e manteve espaço para dialogar com o eleitorado de Jair Bolsonaro, então candidato à reeleição.
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O cenário agora é outro. Sem Bolsonaro, a governadora avalia que o peso eleitoral de Flávio Bolsonaro não é o mesmo do pai em 2022.
Interlocutores afirmam que Raquel tem buscado se aproximar publicamente de Lula, com agendas conjuntas e registros fotográficos que sinalizam sintonia. O objetivo seria duplo: fortalecer pontes com o Planalto e reduzir o risco de interferências federais no xadrez local.
O movimento, porém, esbarra na equação pernambucana. O PT tende a marchar formalmente com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), adversário direto de Raquel na disputa pelo governo do estado.
A imagem recente dos dois no mesmo camarote, ao lado de Lula, durante o Carnaval não passou despercebida. Nos bastidores, aliados relatam desconforto.
A avaliação de interlocutores é de que Lula só adotará postura de neutralidade em Pernambuco se houver um gesto político claro da governadora em seu favor. Sem isso, o petista teria menos incentivos para se manter distante da disputa pernambucana.
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