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A mudança de postura de Raquel Lyra em relação a Lula

Governadora deve apoiar presidente e abrir mão do eleitorado bolsonarista em Pernambuco

R7 Planalto|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, pode apoiar o presidente Lula nas próximas eleições, diferentemente de 2022.
  • Raquel busca a reeleição e seu apoio a Lula pode ser informal, sem alinhamento oficial do PSD, partido que integra.
  • Ela tem buscado se aproximar de Lula, mas enfrenta a concorrência do prefeito do Recife, João Campos, aliado do PT.
  • A postura de Lula em relação à disputa em Pernambuco dependerá de um gesto político claro de Raquel em seu favor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Raquel Lyra mudou de partido para se aproximar de Lula Ricardo Stuckert/PR - 02.12.2025

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), pode adotar, nestas eleições, postura diferente da adotada em relação ao presidente Lula em 2022. Eleita no pleito passado, Raquel deve buscar a reeleição em outubro.

Segundo interlocutores, a tendência é que ela declare apoio a Lula, ainda que o gesto não venha acompanhado de um alinhamento formal entre partidos.


Aliados afirmam que a entrada de Raquel no PSD teve como pano de fundo a garantia de que ela teria liberdade para caminhar ao lado de Lula no plano nacional.

A sigla, comandada por Gilberto Kassab, pode lançar candidato próprio ao Planalto, mas não deve apoiar oficialmente o petista. A conta, portanto, pode fechar com um arranjo informal: apoio declarado da governadora, sem carimbo oficial do partido.


O gesto, se confirmado, será diferente de 2022. Naquela eleição, ainda no PSDB, Raquel adotou postura de neutralidade estratégica. Não atacou nem declarou apoio a Lula e manteve espaço para dialogar com o eleitorado de Jair Bolsonaro, então candidato à reeleição.

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O cenário agora é outro. Sem Bolsonaro, a governadora avalia que o peso eleitoral de Flávio Bolsonaro não é o mesmo do pai em 2022.


Interlocutores afirmam que Raquel tem buscado se aproximar publicamente de Lula, com agendas conjuntas e registros fotográficos que sinalizam sintonia. O objetivo seria duplo: fortalecer pontes com o Planalto e reduzir o risco de interferências federais no xadrez local.

O movimento, porém, esbarra na equação pernambucana. O PT tende a marchar formalmente com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), adversário direto de Raquel na disputa pelo governo do estado.


A imagem recente dos dois no mesmo camarote, ao lado de Lula, durante o Carnaval não passou despercebida. Nos bastidores, aliados relatam desconforto.

A avaliação de interlocutores é de que Lula só adotará postura de neutralidade em Pernambuco se houver um gesto político claro da governadora em seu favor. Sem isso, o petista teria menos incentivos para se manter distante da disputa pernambucana.

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