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Alcolumbre liga a 60 senadores para falar sobre Messias; saiba qual o ‘termômetro’ da votação

Presidente do Senado rompeu com líder do governo e nomeou aliado de Dino como relator de indicação

R7 Planalto|Rute Moraes, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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A ação é um desagravo ao Palácio do Planalto, que se recusou a indicar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao STF Carlos Moura/Agência Senado - 25.11.2025

Após o presidente Lula anunciar o nome do ministro da AGU, Jorge Messias, como indicado a ministro do STF, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ligou a pelo menos 60 senadores para falar sobre o indicado do petista.

Segundo apurou o R7 Planalto, o presidente do Senado teria desabafado aos aliados de que não gostou do trâmite seguido pelo governo para a indicação de Messias. Para Alcolumbre, o fato de ele não ter sido comunicado antes seria um sinal contrário à prerrogativa do Senado, que vota todos os indicados ao Supremo.


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Alcolumbre teria dito, inclusive, que até o presidente do STF, Édson Fachin, foi comunicado antes, menos o Poder que decide se aprova, ou não, o nome do eventual ministro.

Nas conversas, Alcolumbre teria ressaltado novamente aos aliados de que não concorda com a indicação de Lula porque o Senado tem preferência pelo nome do ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSD-MG).


A atuação do governo para a indicação de Messias fez com que o presidente do Senado rompesse diretamente com o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), com quem sempre manteve ótima relação.

Tamanha insatisfação fez com que Alcolumbre cogitasse, até mesmo, a nomear Jaques como relator da indicação de Messias para impor uma derrota direta ao senador.


Em vez disso, Alcolumbre nomeou o senador Weverton Rocha (PDT-MA) como relator. Rocha é aliado de primeira hora do ministro do STF Flávio Dino, que é brigado com Messias. O senador, inclusive, relatou a indicação de Dino ao Supremo.

Aliados consideram que o “termômetro” para o AGU será a votação de um requerimento que pede sua convocação na CPMI do INSS, a ser apreciado na quinta-feira. Se o pedido for aprovado, o recado será claro ao governo: a indicação de Messias será reprovada no Senado.


Enquanto isso, a sabatina e a votação final sobre Messias foi marcada para 10 de dezembro.

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