Aliados de Flávio Bolsonaro temem ‘salto alto’ após empate nas pesquisas
Nomes de centro, próximos ao senador, consideram que ele deve adotar tom moderado, sem inclinações à direita
R7 Planalto|Lis Cappi, do R7, em Brasília
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Políticos próximos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) temem que a evolução nas pesquisas eleitorais ao Planalto aumente a confiança política do pré-candidato e acabe prejudicando a condução da campanha ao longo dos próximos meses.
A avaliação de representantes de partidos ligados ao centro é de que Flávio pode subir no “salto alto” e diminuir o diálogo com outras legendas — o que poderia prejudicar sua campanha a longo prazo.
Na percepção de um dirigente partidário, o desfecho dependerá da postura do senador. “Ele tem crescido em pesquisas, mas não pode achar que está ganho”, afirma, sob reserva.
A condução da campanha também poderá influenciar eventuais apoios de legendas de centro, a exemplo da federação entre o Progressistas e o União Brasil.
Nos bastidores, a cúpula dos partidos considera oficializar o apoio a um candidato ao Planalto apenas em agosto. Até lá, Flávio será avaliado em relação à sua postura: se adotará um tom moderado ou se optará por uma inclinação à direita.
Caso opte pelo segundo caminho, as siglas consideram não fechar o alinhamento. Também existe a possibilidade de que elas não apoiem nenhum candidato ao Planalto em 2026.
As legendas ainda têm mantido diálogo aberto com o Planalto. Representantes dos dois partidos participaram de reunião com o presidente Lula e líderes de partidos da base governista na Câmara, em fevereiro.
Empate técnico
Flávio Bolsonaro tem mostrado evolução em pesquisas eleitorais, segundo institutos de opinião. Uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), indicou empate técnico entre o senador e o presidente Lula (PT), que tentará a reeleição.
Os dois apareceram com 41% das intenções de voto em um eventual segundo turno. No levantamento anterior, em fevereiro, Flávio registrava 38% contra 43% de Lula.
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