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Anderson Torres, ex-ministro de Jair Bolsonaro, é punido com censura ética por atacar urnas

Decisão é da Comissão de Ética da Presidência da República e se baseia em manifestação do ministro ainda em 2022

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Anderson Torres, ex-ministro de Jair Bolsonaro, foi punido com censura ética por criticar as urnas eletrônicas em 2022.
  • A decisão foi tomada pela Comissão de Ética da Presidência da República devido a declarações feitas por Torres em reunião com outros ministros.
  • Torres alegou haver "indícios" de vulnerabilidade no sistema eleitoral, sem apresentar provas, o que comprometeu a confiança pública nas instituições.
  • A conduta do ex-ministro foi considerada uma afronta aos deveres de integridade, moralidade e clareza de posições.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em reunião com ministros do ex-presidente Jair Bolsonaro, Torres atacou urnas Geraldo Magela/Agência Senado - arquivo

O ex-ministro do ex-presidente Jair Bolsonaro Anderson Torres foi punido com censura ética por atacar as urnas eletrônicas em 2022. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19) pela Comissão de Ética da Presidência da República. A punição é por declaração dada por Torres ainda em 2022, em reunião com outros ministros do ex-presidente.

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Na ocasião, Torres disse: “qualquer um aqui quem digita a senha no banco para transferir R$ 300 de uma conta, não fica preocupado dessa senha tá sendo ‘hackeada’? O que dirá de um sistema desse tamanho, com esse tanto de indícios. A gente precisa atuar, agora”, afirmou.

O ministro, segundo áudio da reunião, acrescentou que “essa questão das urnas, dos inquéritos; nós montamos um grupo lá; o Diretor-Geral da Polícia Federal com todo grupo de policiais [...] para acompanhar realmente o passo a passo das eleições; para poder fazer os questionamentos necessários [...] Questionamentos serão feitos e a gente vai atuar de forma mais incisiva”.

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Para o conselheiro que avaliou o caso, Torres não apenas criticou as urnas, mas disse aos outros ministros que “havia ‘indícios’ de vulnerabilidade no sistema eleitoral, sem indicar um único elemento que o sustentasse”.

“A palavra não é neutra na boca de quem chefiava a Polícia Federal e invocava a própria experiência naquele órgão. Ao empregá-la, o interessado apresentou suspeitas pessoais como se fossem resultado de apuração e, com a autoridade do cargo, lançou descrédito sobre o sistema eleitoral como um todo”, avalia a decisão.

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Para a comissão, a conduta do ex-ministro comprometeu a confiança pública nas instituições e afrontou os deveres de integridade, moralidade e clareza de posições.

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