Anielle rebate críticas nas redes sociais e fala sobre assédio: ‘Aguentei por muito tempo’
Ministra relembrou episódios com Silvio Almeida e afirmou que denunciar assédio ‘é coragem’
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A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, rebateu críticas de internautas nas redes sociais e comentou abertamente sobre os episódios de assédio que sofreu. As declarações estão em vídeo que será publicado no perfil da ministra, ao qual o R7 Planalto teve acesso em primeira mão.
Sem citar diretamente o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida — exonerado após diversas denúncias de assédio em setembro de 2024 —, Anielle afirmou que “aguentou por muito tempo” a violência, e que esse foi um dos momentos “mais difíceis” de sua vida.
“Imagina ter que continuar a trabalhar todos os dias sofrendo violência como essas. É isso que milhares de mulheres passam todos os dias. Indo e voltando dos seus trabalhos. Não me arrependo de ter levantado a minha voz. Nunca foi sobre o que eu sofri, mas sempre foi por todas nós”, declarou.
A ministra lembrou que teve sua voz “deslegitimada” e foi atacada de diversas maneiras após a denúncia. “Mas segui trabalhando com a certeza de que tudo isso não foi e nunca será em vão”, afirmou.
O vídeo de pouco mais de quatro minutos começa com a titular da Igualdade Racial afirmando que “sofrer assédio é violência” e que “denunciar o assédio é coragem”. “O silêncio nunca foi uma opção para mim”.
Sobre os ataques nas redes sociais, Anielle comenta: “Nos últimos dias eu tenho vivido algo muito comum para as mulheres no poder: ataques machistas, racistas e misóginos que tentam deslegitimar o meu trabalho e a minha trajetória”.
Conquistas
A ministra aproveitou para fazer um balanço das entregas do seu Ministério. “Fomos a gestão que mais titulou terras quilombolas da história do nosso país, foram mais de 60 decretos que garantiram as titulações. Avançamos e conseguimos junto com nossa bancada no Congresso, a renovação e melhoria da lei de cotas no ensino superior e no serviço público”, citou.
Ela listou, ainda, que junto com 18 ministérios, a Igualdade Racial mobilizou cerca de R$ 1 bilhão em investimentos para a juventude negra.
“Temos pela primeira uma política nacional para os povos e comunidades tradicionais de matrizes africanas e ampliamos ações e investimentos no combate ao racismo”, elencou.
Anielle cita também a equiparação da injúria racial ao racismo, mas confessa que apesar das entregas, desde que assumiu o cargo de ministra “tentam minar” a sua presença devido ao fato de ser irmã de Marielle Franco.
“Marielle sempre foi e sempre será minha maior referência de humanidade, afeto e construção política de transformação. Ela sempre foi minha maior incentivadora no esporte, na educação e na vida. Me tornei figura pública a partir da execução da minha irmã, quando assumi a responsabilidade do cuidado da minha família. Mas isso não me diminui, muito pelo contrário, sempre foi e sempre será motivo de muito orgulho”, finaliza.
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