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Antes de deixar ministério, Lewandowski endurece regras de reconhecimento para tentar impedir racismo

Pasta lançou protocolo de reconhecimento de suspeitos de crimes; medida entra em vigor em 90 dias

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Ricardo Lewandowski endurece regras de reconhecimento de criminosos para combater racismo.
  • Criado o Protocolo Nacional de Reconhecimento de Pessoas em Procedimentos Criminais, baseado em evidências científicas.
  • Normas incluem obrigação de gravação de procedimentos e proibição de práticas tendenciosas no reconhecimento.
  • Sendo obrigatório para a Polícia Federal, estados que adotarem o protocolo terão prioridade em recursos federais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro quer deixar comando do ministério Edilson Rodrigues/Agência Senado - arquivo

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandoswki, endureceu as regras de reconhecimento de criminosos para tentar evitar condenações injustas e casos de racismo nos processos de investigação. A medida foi publicada nesta terça-feira (6) no Diário Oficial da União, mesma semana em que titular quer deixar o comando da pasta.

Chamado de Protocolo Nacional de Reconhecimento de Pessoas em Procedimentos Criminais, as normas padronizam a forma como as vítimas e testemunhas devem identificar os suspeitos durante uma investigação policial.


O texto se baseia em normas do Código de Processo Penal e em evidências científicas da psicologia do testemunho, área que aponta falhas recorrentes em reconhecimentos feitos sem critérios técnicos.

O protocolo é obrigatório para a Polícia Federal e para a Força Nacional de Segurança Pública, quando atuarem como polícia judiciária. No caso das policiais civis de cada estado, a adoção é facultativa, mas os entes que optarem por adotar o protocolo terão prioridade no repasse dos recursos federais do Fundo Nacional de Segurança Pública.


Com as normas, será obrigatório a gravação de todo o procedimento de reconhecimento, desde a entrevista prévia com a vítima ou testemunha, até a manifestação final. O texto veda práticas comuns no passado, como a apresentação sugestiva de suspeitos, o uso de álbuns criminais compostos apenas por investigados e a utilização de imagens retiradas de redes sociais.

Além disso, exige que o chamado “alinhamento” — seja presencial ou por imagens — reflita diversidade racial, fenotípica e socioeconômica, com o objetivo de prevenir vieses e seletividade penal.


Outra diretriz relevante é a exigência de imparcialidade: sempre que possível, o reconhecimento deve ser conduzido por um agente diferente daquele responsável pela investigação, sendo vedada qualquer forma de indução ou sugestão à vítima ou testemunha.

A Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) ficará responsável por monitorar a implementação do protocolo e publicar relatórios anuais sobre sua execução e resultados. A portaria entra em vigor em 90 dias.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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