Apesar de ‘farpas públicas’ entre Messias e Alcolumbre, governo não vê ameaça à indicação ao STF
Lula decidiu indicar o ministro da AGU no lugar de Rodrigo Pacheco, nome defendido pelos senadores
R7 Planalto|Do R7, em Brasília
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Apesar das trocas de manifestações públicas sobre a indicação de Lula pelo nome de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal), o Planalto não enxerga uma ameaça concreta contra a sabatina do atual ministro da AGU (Advocacia-Geral da União).
Para interlocutores ouvidos pelo R7 Planalto, a crise escalou mais do que o esperado, mas ainda não representa uma chance real de reprovação. O Senado só rejeitou cinco nomes ao STF em 130 anos.
Para assumir a vaga deixada por Luís Roberto Barroso na aposentadoria antecipada, Messias precisa conquistar ao menos 41 votos favoráveis no Plenário. Na recondução de Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República, o jurista conquistou 45 votos, apenas quatro a mais do que o necessário.
O Planalto interpretou a medida como um aviso sobre a insatisfação dos parlamentares caso o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) fosse preterido. Mesmo com a pressão do Senado, contudo, poucos dias depois Lula oficializou a indicação de Messias. O presidente quer que Pacheco concorra ao governo de Minas Gerais nas eleições do ano que vem.
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Nesta segunda-feira (24), parte do mal-estar foi publicizado em notas públicas divulgadas pela equipe de Jorge Messias e depois respondida por Davi Alcolumbre, o presidente do Senado.
O que está nas entrelinhas, para além do tom cordial, é o poder do presidente do Senado de pautar quando quiser a indicação de Lula.
Em nota, Alcolumbre escreveu que “cada Poder da República atua dentro de suas próprias atribuições, preservando o equilíbrio institucional e o respeito aos ritos constitucionais”.
“E o Senado assim o fará, no momento oportuno, de maneira que cada senador e cada senadora possa apreciar devidamente a indicação e manifestar livremente seu voto”, adiantou.
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